Algumas semanas atrás, a aposentada Ruth Selena Melendez Ruiz viajou 1.350 km – de Alfredo Wagner, no interior catarinense, para Uberlândia, no Triângulo Mineiro, – para reencontrar Charlie, seu cachorrinho perdido desde 2019.

A longa e aventurosa viagem foi bem-sucedida: Ruth encontrou o doguinho e pôde retornar aliviada para casa.

Ela conta que tudo começou há cinco anos, época em em que morava em Uberlândia, onde resolveu adotar um animal de estimação.

Em 2018, no entanto, precisou retornar ao Uruguai – sua nação de origem, – deixando Charlie com a filha na cidade mineira.

“Em 2020, minha filha deixou ele em uma casa, pois teve que viajar. E dessa casa o Charlie fugiu. Eu não sabia que ele estava nessa casa, fiquei esperando todo o ano de 2020, mas minha filha apareceu em janeiro sem o cachorro e com a notícia que tinha o deixado em uma casa e que ele tinha fugido”, lembrou.

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Ao tomar conhecimento da notícia, Ruth começou a busca por seu paradeiro. De início, comas pessoas que moravam na casa que Charlie fugiu, que eram parentes próximos de Ruth.

Em seguida, as buscas partiram para as redes sociais. “Eu mandei o Caetano, meu filho, para negociar com as pessoas que supostamente estavam com o cachorro, mas ele não avançava nas negociações. Então, eu decidi eu mesma ir procurá-lo”, contou.

De modo a encontrar o cachorrinho, a aposentada voltou a Uberlândia e ficou hospedada no apartamento de Francinete Silva Dias.

A desconhecida conta que ficou comovida com a história. Assim, alugou um dos quartos para que a uruguaia pudesse ficar durante as buscas pelo animal.

“Eu me disponibilizei, saía com ela para ir onde ela quisesse ir para ver se encontrava o Charlie, pois eu conheço tudo em Uberlândia, e ela, nada”, comentou Francinete.

Dando continuidade às buscas do cachorrinho, Francinete e Ruth foram até as Chácaras Douradinho, no distrito de Miraporanga (pertencente à Uberlândia). “Então, fomos para lá e distribuímos cartazes procurando por ele”, contou.

“A única coisa que eu tinha mesmo era medo, pois me falaram coisas diferentes. Quando comecei a procurar, me disseram que ele estava morto; depois, fiquei sabendo que ele estava na rua, que tinha fugido; depois que tinha sido resgatado e as pessoas que estavam com ele não queriam falar onde que estavam”.

Mais do que os cartazes, Ruth contratou até um carro de som para rodar na rua, anunciando a procura pelo animal.

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Cinco dias de buscas depois, a idosa enfim encontrou a família que estava com Charlie. E desembolsou a quantia que havia prometido como recompensa a quem lhe desse a informação valiosa: R$ 1200.

“Eu realmente, do fundo do meu coração, achei que não iria encontrá-lo. Foi muito sofrido sabe, mas eu estou muito feliz, pois todo o tempo que tiver, vou dar para ele o melhor”, completou.

Na segunda-feira passada (17), Ruth retornou para Santa Catarina – deslocando-se 1.300 km de chão uma vez mais.

“Eu estou sentindo muita felicidade, pois eu tinha medo de não encontrar meu cachorro, que ele tivesse morrido, mas isso não aconteceu. Agora estou indo com ele, que minha missão era essa. Valeu a pena. Estou bem feliz”, finalizou.

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