Existem pessoas que, apesar dos enormes obstáculos que lhes são apresentados na vida, estão dispostas a não ser impedidas por eles. É o caso de Lucas Celsio, um argentino de 18 anos que viveu 6 anos nas ruas, mas nunca abandonou os estudos.

O jovem teve que viver como sem-teto nas ruas de Buenos Aires desde os 3 anos de idade, depois que deixou a casa de sua avó, Margarita , no bairro de Agronomia, onde morava com sua mãe, Marisa , junto com três irmãos mais novos.

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“Minha avó faleceu e eles não queriam renovar o contrato de aluguel da minha mãe. Ela estava desempregada, então nos deixaram na rua ”, relembrou o jovem.

A partir desse momento, se passaram 6 anos em que ele teve que viver nas ruas sem outra opção. Era comum passar fome e passar noites em lugares improvisados ​, geralmente praças e calçadas.

“Se o tempo fosse bom, sem frio ou chuva, ficávamos na calçada”, relembra, enfatizando que em dias de inverno tentava buscar abrigo em entradas de hospitais.

Em algumas ocasiões, os moradores da cidade chegaram a emprestar-lhe um veículo sem bateria, que não usavam, para dormir lá dentro. “Dormimos no melhor que podíamos, lembro que às vezes tinha que sair do carro à noite para esticar as pernas porque ficavam com cãibras e doíam. Estar no carro era melhor do que na rua, ainda assim”, disse.

Algo importante durante sua vida nesta fase difícil foram as aulas, pois nunca faltou  em nenhuma. Todos os dias ele ia a um posto de gasolina pela manhã para se arrumar e estudava até à noite, usando a luz de um poste.

“Os estudos me afastaram de tudo de ruim que acontece lá fora. Essa era a rotina. Na escola também tinha o café da manhã, o centro desportivo… Eu amava jogar futebol”.

Graças ao fato de seu caso ter se tornado midiático, em 2014 eles conseguiram apoio para finalmente ter um lugar para fica. “No dia em que terminei o ensino fundamental, recebi a notícia de que teríamos um teto para morar. Não tive tempo para festejar com meus colegas”, lembrou, enfatizando como era bom estar em seu próprio quarto.

“Senti um alívio e uma tranquilidade que nunca tinha vivido até aquele momento . Fiquei muito grato à vida”, disse ele.

A vida tem sido difícil com Lucas, mas ele é muito claro sobre o que deseja. Ele está prestes a terminar a escola e espera continuar crescendo como profissional, para trabalhar “para que nunca falte nada, de novo”.

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Fonte: Infobae

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