No dia 12 de abril deste ano, a Humane Society, entidade sem fins lucrativos que luta pelos direitos dos animais em todo o mundo, lançou um curta-metragem intitulado ‘Save Ralph’ (‘Salve o Ralph’, em tradução livre) que rapidamente se tornou viral nas redes sociais.

A peça de quatro minutos revela o lado sombrio e doloroso da indústria cosmética, que testa protótipos de produtos muitas vezes nocivos de forma indiscriminada em animais.

No curta-metragem, Ralph representa todos os seres vivos que convivem com tais formas de abusos todos os dias.

Essa abordagem direta e crua chamou a atenção de pessoas em todo o planeta, engajando muita gente no ativismo animal.

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Sobre isso, a Humane Society comentou: “Ralph é a representação de milhares de coelhos e outros animais que a cada ano são usados ​​para testes cosméticos e, dessa forma, cumprem as regulamentações de vários países no que diz respeito aos testes de substâncias tóxicas nesses tipos de produtos”.

Incrivelmente, o objetivo de aumentar a conscientização sobre os testes em animais está valendo a pena.

Há alguns dias, os deputados mexicanos decidiram endossar a proibição de testagem de produtos cosméticos em qualquer animal, depois que a Câmara dos Deputados aprovou parecer sobre a ata que reforma a ‘Lei Geral de Saúde para proibir testes cosméticos em animais’.

Segundo estimativas da Humane Society, ao menos 115 milhões de animais são usados ​​anualmente para testes cosméticos em todo o mundo.

Em discurso no parlamento, o deputado Víctor Adolfo Mojica Wences destacou que a experimentação animal é uma prática condenável que ainda é feita em 80% dos países do mundo e acrescentou que atualmente existem outras alternativas que não exigem o sacrifício de nenhum animal.

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A vitória do projeto de lei foi esmagadora: com 442 votos a favor, 1 contra e 0 abstenções, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o parecer.

O boletim oficial diz: “A pesquisa cosmética não pode incluir testes em animais de ingredientes cosméticos, de produtos cosméticos acabados ou de seus ingredientes ou suas misturas”.

“Tampouco podem ser fabricados, importados ou comercializados produtos cosméticos quando sua formulação final for mediada ou testada em animais e quando contiverem ingredientes ou combinações destes que são ou foram submetidos a testes em animais.

Para garantir o direito do consumidor à informação, a rotulagem dos produtos cosméticos comercializados pode indicar que não foram realizados testes em animais na sua fabricação”, concluiu a nota.

Este triunfo foi possível graças à Humane Society International Mexico, que conseguiu coletar mais de 1 milhão de assinaturas para promover a proposta.

De acordo com o portal Zoorprendente, uma sanção de 2 a 7 anos será aplicada às empresas que continuarem a fazer experiências com testes em animais.

Antón Aguilar, diretor da Human Society International Mexico, destacou: “Parabenizamos a presidente da Comissão de Saúde, Miroslava Sánchez, e todos os deputados, por promover este projeto de lei e votar a favor. Este é mais um passo para acabar com a crueldade desnecessária contra os animais na indústria cosmética e demonstra a liderança do México na região”.

Ao aprovar essa reforma, foram feitas algumas modificações que devem ser devolvidas ao Senado. Espera- se que seja finalmente aprovado no outono deste ano. Vitória dos animais!

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