A atriz britânica Emma Thompsson (62) chamou atenção em uma coletiva de imprensa no Festival Internacional de Cinema de Berlim (Berlinale), ao falar sobre a aceitação de seu corpo de maneira inspiradora

“Nós, mulheres, sofremos lavagem cerebral para odiar nossos corpos. Isso é fato! E tudo que nos rodeia nos lembra o quanto somos imperfeitas e que tudo está errado com a gente! E você tem que se mostrar de uma certa forma…”.

Respondeu Thompsson em uma pergunta feita em relação a uma cena de nudez protagonizada por ela em que sua personagem aparece nua em frente a um espelho em “Good Luck to You” novo filme que fala sobre a opressão sofrida pelas mulheres que não as permitem se sentirem confortáveis em seus corpos.

O filme dirigido pela australiana Sophie Hyde, tem como personagem Nancy, uma professora de 55 anos, viúva, “que busca estabelecer conexões pessoais, mas também físicas e sexuais”, que será interpretada por Emma.

“Se estou na frente de um espelho, me movo, coloco algo, fico de lado, faço alguma coisa. Eu não posso estar assim” (Emma fica imóvel) “porque é horrível”. Em seguida, levantou-se e provocou:

“Tente ficar em frente ao espelho. Tire suas roupas e não se mexa. Só aceite isso e não se julgue!”, destacou a atriz sobre seu corpo natural, sem tratamentos estéticos e cirurgias plásticas.

“Foi a coisa mais difícil que tive que fazer! Eu fiz algo que nunca tinha feito como atriz”. E complementou: “Isso é dever de casa para todos vocês. Só estamos acostumados a ver corpos que foram, sabe, ‘treinados’”.

Emma foi aplaudida e aclamada pelos presentes e, algumas horas depois, sua fala repercutiu nas redes sociais.

Leia tambémPutin invade Ucrânia. Mapa mostra locais que foram bombardeados pela Rússia

A atriz já havia se pronunciado sobre o assunto algumas vezes de maneira sólida e contundente sobre a experiência do filme e as pressões estéticas enfrentadas pelas mulheres na sociedade:

“Eu não acho que teria conseguido fazer essa cena antes de ter a idade que tenho hoje. E mesmo assim, é claro, a minha idade torna a cena ainda mais desafiadora, porque não estamos acostumados a ver corpos não representados nas telas”.

E também declarou: “Sempre fui uma espécie de militante feminista quando se trata dos corpos das mulheres, o que nos foi feito e o que nos dizem que devemos esperar de nós”.

Assista ao vídeo:

Leia também: “Eu canto porque o instante existe”, poema inesquecível de Cecília Meireles

Fonte: Msn Notícias

Compartilhe o post com seus amigos! 😉

RECOMENDAMOS