No início desta semana, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP confirmou à imprensa que está investigando um caso de ‘fungo negro’, como tem sido popularmente chamada a mucormicose.

De acordo com o G1, a doença pode acometer os pulmões e mutilar os seios da face. A taxa de letalidade também assusta: costuma matar em 50% a 60% dos casos.

O Hospital das Clínicas afirmou que o paciente é um homem com cerca de 30 anos, com histórico de diagnóstico de Covid-19 moderada.

Caso a mucormicose seja confirmada, o HC-SP notificará o Ministério da Saúde, que acompanha o caso em segundo plano.

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Nos últimos três anos, foram registrados 137 casos da doença no Brasil.

Em 2019, por exemplo, foram 47 casos, ao passo que 2020 registrou-se 36 infecções. Neste ano, até o momento, 29 casos foram confirmados, dos quais quatro após infecção pelo novo coronavírus.

“Vale ressaltar, que a maioria dos casos de mucormicose registrados ocorreram em pacientes portadores de comorbidades. A ocorrência dos casos de mucormicose registrados no Brasil, não tem, até o momento, relação com a variante indiana do SARS-CoV 2, tendo em vista, terem ocorrido antes da detecção dessa cepa no país. Na última semana, hospitais de Santa Catarina e Manaus relataram suspeita de casos da doença em pessoas com covid-19”, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Saúde.

Segundo a comunidade médica, a mucormicose é causada pela inalação do mofo mucoso, em geral encontrado em plantas, frutas e vegetais em decomposição.

Logo, não é transmissível entre as pessoas. A doença causa dor, febre e tosse e se propaga pelo corpo, destruindo pele, músculos, ossos e órgãos, podendo destruir estruturas no rosto.

Os mais vulneráveis ao ‘fungo negro’ são os diabéticos e imunodeprimidos; cerca de metade das pessoas infectadas morrem devido à gravidade da doença.

Nos últimos meses, a Índia registrou um aumento de casos de ‘fungo negro’ em pacientes com covid-19, após agravamento da pandemia no país. Acredita-se que dezenas de reservatórios de oxigênio em hospitais estavam infectados com o mofo mucoso.

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