Filha de trabalhadores rurais, a estudante norte-americana Jennifer Rocha, 21, resolveu fazer uma singela homenagem aos pais durante seu ensaio fotográfico de formatura.

Jennifer levou as roupas usadas na cerimônia para o meio de uma plantação e posou ao lado da família. Que orgulho!

A estudante é filha de imigrantes mexicanos que foram para os Estados Unidos; ela começou a ajudar os pais no campo quando ainda estava no ensino médio.

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Mesmo depois de ter sido admitida na faculdade em outra cidade, Jennifer voltava todos os fins de semana para o trabalho pesado ao lado do pai e da mãe.

“Se não fosse pela forma como meus pais me criaram, eu não sei quem eu seria hoje”, disse ela à comissão de formatura. “Ter experiência no campo me motivou a trabalhar duro.”

Através da renda conquistada na plantação, eles puderam financiar os estudos da jovem no curso de sociologia da prestigiosa Universidade da Califórnia, em San Diego.

Agora, Jennifer deseja se especializar em direito e poder defender os trabalhadores do campo.

“Eu sou tão conectada aos trabalhadores do campo que eu quero trabalhar com o sindicato do setor para defendê-los e assim poder fazer a diferença”, disse a jovem em entrevista ao canal Telemundo, braço em espanhol da rede americana NBC.

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Apesar da rotina puxada, a jovem jamais pensou em desistir. O plantio dos morangos acontece em um horário específico, a partir das 18h, e a jornada de trabalho podia chegar a quase dez horas seguidas.

“Ninguém pensa, nem vê o que acontece, por trás de um vegetal que você pega no supermercado. Mas por trás disso está alguém que dá o sangue todos os dias trabalhando no campo”, disse.

Se tem uma palavra para resumir a trajetória da filha é “orgulho”, diz o agricultor José Juan, papai coruja. Ele mesmo, assim como a esposa, não terminou os estudos. Jennifer é a caçula de 3 irmãs, todas com diploma de graduação nos EUA.

“Nós temos muito orgulho dela e damos graças à Deus que tudo tenha dado certo e que ela mesma tenha encontrado essa vontade de seguir com os estudos”, disse o pai.

Já a mãe, Angélica Maria Duarte disse que quando se sentia cansada durante uma longa jornada de trabalho, pensava na filha e encontrava forças para seguir adiante.

“O trabalho no campo constrói e molda um tipo diferente de caráter”, disse a estudante. “De quem não desiste e quem tem resiliência e força para superar as dificuldades.”

Por meio de sua trajetória de sucesso, a jovem quer mostrar aos filhos de imigrantes nos EUA que há outros caminhos a se seguir e que eles nunca devem se esquecer de suas origens.

“Para todos os latinos por aí, continuem trabalhando duro e deixando seus pais orgulhosos e não se esqueçam de onde vocês vieram”, disse Rocha.

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