Em tradicional reflexão à ‘Academia CBN’, Mario Sergio Cortella discorre sobre competência ausente, o preparo limitado. Confira abaixo:

Pensar menos faz bem, então vamos pensar um pouco sobre competência ausente: o preparo limitado, por exemplo, quando um de nós chega até uma atividade em que é necessário o exercício da autoridade, do poder.

Chegar até o poder numa sala de aula, numa comunidade religiosa, numa empresa, num governo, não é algo que tenha tanta complexidade, evidentemente, quanto o exercício do poder.

Especialmente quando se demanda desse exercício, que ele seja, antes de mais nada, competente.

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Se há uma competência que se ausenta, isso produz danos muito fortes a qualquer comunidade de vida, de trabalho, de afeto. Por isso, ter um preparo limitado coloca inclusive a necessidade de humildade para cercar-se de pessoas que tenham condições de fazer melhor aquilo que qualquer pessoa não faria assim tão bem.

Por isso, de novo, chegar ao poder é menos complexo do que o exercício em si.

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Daí uma lembrança muito especial de Antônio Machado, um poeta espanhol que nasceu em 1875, num livro de prosa dele, Juan de Mairena (1936), onde ele usou um pensamento muito profundo.

“Tirar a batuta de um maestro é tão fácil quanto é difícil reger com ela a Quinta Sinfonia de Beethoven”.

Ou seja, não basta que eu nas mãos tenha uma batuta que tirei de um maestro pra que consiga fazer o que esse maestro é capaz de fazê-lo. Daí que, sim, a competência não pode se ausentar. É tempo para o conhecimento!

Fonte: CBN

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