Pesquisadores da Universidade de São Paulo (SP) desenvolveram um tratamento com extrato de ácaros encontrados na poeira domiciliar que podem reduzir os sintomas da dermatite.

O tratamento se mostrou eficaz na redução de sinais e sintomas da dermatite atópica, doença inflamatória crônica que provoca coceira e lesões na pele.

Para isso, os cientistas da FMRP-USP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo) estudaram os efeitos da imunoterapia, aplicada em gotas sob a língua dos pacientes ao longo de 1 ano e 6 meses.

Nesse meio-tempo, os sintomas da dermatite reduziram substancialmente. Em alguns casos, quase desapareceram, sendo raros os efeitos colaterais.

A imunoterapia é um ramo da terapia que cuida do tratamento e imunoprofilaxia de doenças infecciosas, alérgicas, parasitarias e cancerígenas. Usando como meio recursos imunológicos.

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“Já havia estudos que mostravam que a imunoterapia para ácaro funciona bem em casos de rinite, conjuntivite e asma alérgica, mas para dermatite atópica os resultados ainda eram conflitantes, principalmente quando o tratamento era feito com injeções subcutâneas. Depois que surgiu a imunoterapia sublingual, que tem menos risco de causar efeitos adversos – entre eles reações sistêmicas –, resolvemos pesquisar e vimos os resultados positivos”, afirma a professora Luisa Karla de Paula Arruda, uma das orientadoras da pesquisa.

“O controle ambiental para ácaros, que inclui a colocação de capas impermeáveis em colchões e travesseiros, além da retirada de almofadas, carpetes e tapetes, e o tratamento tópico, com hidratação e uso de medicamentos específicos, são importantes para pacientes com dermatite atópica, mas às vezes insuficientes para o controle adequado dos sintomas. A imunoterapia dá esse passo a mais e traz a melhora clínica que não tínhamos antes, mesmo adotando as outras medidas. Nossa pesquisa mostrou uma aplicação prática, que pode ser utilizada por alergistas em seus pacientes”, completou a professora.

“O design do estudo foi inovador. Outro ponto de destaque é o fato de termos informações de pacientes brasileiros. Muitas vezes usamos como base pesquisas de outros países, mas, no caso de alergias, os resultados podem variar muito. Acho importante ter estudos no nosso meio, com nossos pacientes, para apontar tratamentos adicionais mais dirigidos”, concluiu.

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Fonte: O Segredo

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