Pela primeira vez em pelo menos 15 anos, a cidade de Richmond, na Austrália, comemorou o nascimento de um bebê.

O município que fica no interior do continente australiano tem uma população inferior a 700 pessoas.

No dia 30 de abril, a mãe da criança, Jessie Harvey, de 22 anos, precisou dar à luz em um pequeno hospital local, que não tem obstetras e não costuma realizar partos.

Ao jornal britânico Daily Mail, a jovem relembrou que entrou em trabalho de parto por volta das 3 horas da manhã.

“Liguei para a minha mãe chorando e falei: ‘Não foi assim que eu planejei!’”. Até então, a unidade hospitalar mais próxima com equipe obstétrica, onde Jessie realizou o pré-natal, estava em Townsville, a cerca de 1.500 km km de distância!

Sem opções, Jessie recorreu ao pequeno hospital local. Em seguida, os médicos acionaram o Royal Flying Doctor Service (serviço de ambulância aérea australiano), que trouxe uma equipe de parto para auxiliar no nascimento da pequena Darby.

“Foi realmente incrível. Todos estavam tão empolgados e tão felizes em ver uma criança nascer em Richmond depois de tanto tempo”, disse Mcgrath, enfermeira do hospital.

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O pai do bebê e marido de Jessie, Sam Mcgrath, estava trabalhando em outra cidade quando soube que a esposa iria dar à luz.

“Eu tinha acabado de tomar um gole do meu café quando recebi uma ligaçãodizendo que Jessie acordou com dores às 3h da manhã. Eu tinha que percorrer 280 km para chegar lá, incluindo 100 km de estrada de terra”, relatou ele. “Peguei minha mochila e sai correndo para a cidade”, continuou.

Com sorte, Sam chegou no local a tempo. “Acho que Darby esperou por mim para nascer”, brincou. “Eu não quero dizer o quão rápido eu tive que ir para chegar lá a tempo, porque eu poderia ter problemas com a lei, mas o importante é que eu consegui”, continuou ele, rindo.

Ao final, pai, mãe e bebê foram transportados de avião para Townsville. “Jessie foi uma verdadeira guerreira e Sam estava lá para dar apoio e cortar o cordão umbilical. Nossa enfermeira de voo, Leanne Ashbacher, foi incrível e até nosso piloto se envolveu no parto”, disse Shima Ghedia, médica do Royal Flying Doctor Service.

O bebê, absolutamente saudável, foi para casa com seus pais poucos dias depois.

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Fonte: Pais & Filhos

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