Patricia Krentcil ficou conhecida mundialmente em 2012 por um episódio envolvendo a filha pequena e um salão de bronzeamento artificial. A repercussão do caso foi tão grande que seu nome praticamente desapareceu atrás de um apelido criado pela imprensa: “Tan Mom”, ou “mamãe bronzeada”.
Na época, Patricia chamava atenção pela pele extremamente bronzeada e admitia frequentar cabines de bronzeamento com grande regularidade. A exposição pública, porém, começou por outro motivo.
Ela foi acusada de colocar a filha, então com 6 anos, em uma cabine de bronzeamento em Nutley, no estado americano de Nova Jersey. A polícia sustentava que a criança havia sofrido uma queimadura durante a sessão.
Patricia sempre negou a acusação. Segundo sua versão, a menina havia se queimado enquanto brincava ao ar livre e apenas acompanhava a mãe ao estabelecimento, sem entrar na cabine.
O caso ganhou dimensão nacional rapidamente. Além da acusação envolvendo a criança, a aparência de Patricia despertou enorme curiosidade e fez com que fotografias e entrevistas dela circulassem por programas de televisão e sites de notícias.
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O caso que transformou Patricia em “Tan Mom”
Em 2012, a legislação de Nova Jersey proibia menores de 14 anos de utilizar equipamentos de bronzeamento artificial. Patricia foi acusada de colocar a filha em risco e se declarou inocente.
A investigação se estendeu por meses, mas teve um desfecho importante em fevereiro de 2013: um grande júri decidiu não indiciá-la. Com isso, Patricia deixou de responder à acusação relacionada ao episódio. Sua filha permaneceu sob seus cuidados durante o processo.
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Mesmo depois da decisão, a exposição pública continuou. Patricia aparecia frequentemente em entrevistas e passou a ser reconhecida nas ruas. O apelido criado durante a cobertura acabou acompanhando-a por anos.
O próprio hábito de bronzeamento também entrou em discussão. Reportagens da época relataram que Patricia fazia sessões de cerca de 12 minutos e frequentava o salão com enorme regularidade.
Os riscos do bronzeamento artificial
A repercussão do caso coincidiu com um debate maior sobre pessoas que desenvolvem uma relação compulsiva com o bronzeamento. O termo informal “tanorexia” passou a aparecer com frequência nas reportagens sobre Patricia, embora ele não deva ser tratado automaticamente como um diagnóstico médico aplicável a ela.
Independentemente dessa discussão, os riscos da exposição repetida à radiação ultravioleta são bem estabelecidos. O CDC recomenda evitar camas de bronzeamento e afirma que esses equipamentos expõem a pele a níveis intensos de radiação UV, associados ao câncer de pele e a outros danos.
A FDA também alerta que a radiação emitida por equipamentos de bronzeamento pode provocar queimaduras, envelhecimento precoce da pele, danos aos olhos e câncer de pele. Segundo a agência americana, não existe bronzeamento por UV que possa ser considerado totalmente seguro: a mudança de cor da pele já representa uma reação ao dano causado pela radiação.
Patricia continuou se bronzeando
A intensa repercussão não fez Patricia abandonar imediatamente o hábito. Depois que o grande júri decidiu não indiciá-la, em 2013, ela declarou publicamente que continuaria se bronzeando porque gostava da prática.
Com o passar dos anos, entretanto, sua aparência começou a variar bastante. Em alguns períodos, Patricia surgiu com a pele consideravelmente menos escura do que nas imagens que a tornaram conhecida em 2012.
Em uma entrevista divulgada em 2021, ela contou que ainda utilizava uma cama de bronzeamento própria aproximadamente duas vezes por semana. Também demonstrou ter aceitado o apelido que havia marcado sua vida pública, separando a personagem conhecida na mídia de sua vida familiar.
Fotografias publicadas nos anos seguintes continuaram mostrando Patricia com cabelos loiros e pele bronzeada, mas sem aquele tom extremamente escuro visto em algumas de suas aparições mais famosas no início da década de 2010. Publicações recentes ainda reproduzem imagens divulgadas em seu perfil nas redes sociais.
Um grave problema de saúde em 2019
Entre as mudanças ocorridas depois da fama, Patricia também enfrentou uma internação séria. Em junho de 2019, ela foi hospitalizada na Flórida devido a complicações de uma pneumonia.
Seu colaborador Adam Barta informou na época à Us Weekly que ela estava em estado crítico, intubada e mantida em coma induzido enquanto recebia tratamento.
Dias depois, Patricia deixou o coma e afirmou que estava melhorando gradualmente. A recuperação permitiu que ela retomasse suas atividades e voltasse a fazer aparições públicas.
O episódio de saúde, apesar de frequentemente associado à trajetória da “Tan Mom” em textos publicados na internet, não deve ser apresentado simplesmente como consequência direta do bronzeamento. As reportagens da época apontaram uma pneumonia grave e suas complicações como motivo imediato da internação.
Como está a “mamãe bronzeada” atualmente
As imagens mais recentes disponíveis publicamente mostram uma Patricia bem diferente daquela fotografia de pele muito escura que circulou pelo mundo em 2012. Ela continua reconhecível pelos cabelos claros e pelo bronzeado, mas sua aparência mudou naturalmente ao longo de mais de uma década.
O que não mudou completamente foi sua relação com a personagem criada pela fama. Em vez de tentar eliminar a expressão “Tan Mom” de sua vida pública, Patricia acabou incorporando o apelido e continuou fazendo aparições e mantendo presença nas redes sociais.
A diferença é que a imagem que hoje circula está distante do visual extremo que inicialmente chamou atenção. E, apesar de Patricia ter reduzido o bronzeamento em relação aos períodos mais intensos relatados no passado, autoridades de saúde continuam recomendando evitar camas e cabines que utilizam radiação ultravioleta devido aos riscos cumulativos para a pele.
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