A Universal Marvel completa 10 anos e tem, em seu catálogo, 19 filmes. O crítico Octavio Caruso listou todos eles, em ordem decrescente de avaliação, publicando por último o filme considerado o melhor de todas as produções.

Trouxemos aqui os dez melhores filmes da Marvel de todos os tempos, selecionados do ranking de “Devo tudo ao cinema”.

Confira a lista e diga: você concorda com o ranking? Deixe, nos comentários a sua opinião.

10 – Vingadores: Guerra Infinita (Avengers: Infinity War – 2018)

O filme que deveria se chamar “Thanos”, apesar de fresco ainda na memória e lucrando alto nas bilheterias mundiais, entrega diversão épica na medida certa, mas, como todo crossover nos quadrinhos, não representa o ápice narrativo, não conta a melhor história. Como celebração de dez anos da Marvel no cinema, merece aplausos, mas simplesmente não funciona sozinho.


9 – Thor: Ragnarok (2017)

Os melhores filmes do estúdio carregam a marca autoral de seus diretores, como nesta homenagem divertidíssima de Taika Waititi ao legado de Jack Kirby, que, não apenas desconstrói o protagonista, mas também sabe rir do próprio universo em que está inserido. E ter a presença sempre fascinante de Jeff Goldblum no elenco ajuda bastante.

8 – Vingadores 2 – Era de Ultron (Avengers 2: Age of Ultron – 2015)

Muito criticado em sua estreia, o filme sobreviveu bem ao teste do tempo, propondo discussões interessantes sobre responsabilidade, o real sentido do heroísmo e, representado pelo personagem Visão, os valores essenciais da humanidade. O roteiro consegue até dar relevância ao personagem usualmente mais prejudicado da equipe, o Gavião Arqueiro.

7 – Homem de Ferro 3 (Iron Man 3 – 2013)

Este talvez seja o filme do estúdio que mais é beneficiado em revisão. A ideia do vilão Mandarim (Ben Kingsley) como um ator canastrão disfarçado é brilhante, além de ser uma crítica corajosa, traçando um óbvio paralelo com a figura de Bin Laden, essencial no esquema norte-americano para conquistar o objetivo petrolífero.

6 – Homem de Ferro 2 (Iron Man 2 – 2010)

O roteiro espetacular de Justin Theroux é usualmente esquecido, a verve irônica nos diálogos, a naturalidade contagiante na interação entre os personagens e, claro, a presença imponente de Mickey Rourke como o vilão Chicote Negro.

5 – Os Vingadores (The Avengers – 2012)

O planejamento cuidadoso do estúdio nos anos anteriores se refletiu neste resultado empolgante, que faz com que todos os adultos reencontrem suas crianças internas. Repleto de cenas inesquecíveis, foi o sonho realizado de toda uma geração que cresceu lendo “Superaventuras Marvel”.

4 – Capitão América 2 – O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier – 2014)

As coreografias nas cenas de luta, pela primeira (e única) vez nos filmes do estúdio, realmente transmitem impacto real, senso de perigo, algo fundamental na trama. Há maior maturidade na forma como as motivações dos personagens são trabalhadas, agregando camadas de interpretação e tons de cinza.

3 – Homem de Ferro (Iron Man – 2008)

O primeiro filme do estúdio, ainda que modesto em escala, conta uma história fascinante, defendida por um ator carismático que nasceu para viver Tony Stark. Robert Downey Jr. é o responsável por existir hoje um universo cinematográfico Marvel.


2 – Pantera Negra (Black Panther – 2018)

Longe de constar no panteão dos heróis da Marvel, o Pantera Negra teve a sorte de contar com um roteiro impecável, que apresenta e estabelece com personalidade cativante seus personagens, que soam orgânicos e críveis. A sua mensagem é esperançosa, mas a crítica que propõe é severa. Uma aula de como produzir uma obra de puro escapismo no gênero sem subestimar a inteligência do público.

1 – Guardiões da Galáxia (Guardians of the Galaxy – 2014)

Ao se conectar com seu passado através de um objeto tão frágil como um toca-fitas, Quill (Chris Pratt) nos evidencia que sua anarquia é uma resposta imatura para os obstáculos da vida adulta. A lembrança triste da morte de sua infância, com seu desapegar forçado da mãe, não pode ser empecilho para a aceitação de sua missão ao lado de seus novos amigos. Somente quando ele abraça essa constatação, optando por verter a lágrima ao invés de retê-la, o jovem se mostra preparado para singrar o espaço sideral, como Luke Skywalker ao aceitar deixar seu conforto para acompanhar Ben Kenobi. O diretor James Gunn injeta frescor no clássico conto de amadurecimento que se repete a cada geração. “Nós somos Groot”, nunca uma mensagem tão profunda foi transmitida de forma tão singela e divertida.

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