Do G1- Paraná
Para o roçador Edemilson Wielgosz “desistir não é uma opção”. Sem internet, ele pedala do sítio em Guaratuba, às margens da BR-376, no litoral do Paraná, até o colégio que fica em Garuva (SC), a 14 km de sua casa.
Seu salário está atrasado há mais de três meses. A ele e três filhos têm sobrevivido de doações.
Ele afirma que o trajeto é desgastante, mas não é impossível. São 28km ida e volta.
Sobre essa luta, o pai afirma:
“Estou lutando para dar dignidade a eles. Falta muita coisa e o que temos é simples, mas nunca faltou carinho e empenho. Já passamos por muitas dificuldades, ainda dói, mas desistir não é uma opção. Nunca foi”.
O roçador estudou apenas até a quarta série e deseja dar outro futuro aos filhos, com maiores oportunidades.
Sobre o sonho dos filhos, ele diz:
“Amabili (14 anos) parece que quer ser policial, Wellinton (12 anos) quer ser caminhoneiro, e a Nicole (16 anos) quer ser professora. Dá um orgulho ver eles sonhando e acreditando em um futuro melhor, né. Se Deus quiser vai dar tudo certo”.
Eles moram numa casa de madeira em um lugar muito rústico. Sobre a internet, ele diz:
“É arriscado, mas é o jeito. Eu mal tenho condições de colocar um prato cheio na mesa, quem dirá um computador e internet. É muito caro, eu não ia conseguir pagar nesse momento, então faço o que posso sem nem reclamar. Não é feio passar aperto, feio é não tentar mudar e fazer o melhor que pode”.
Já há 9 anos ele enfrenta o desfio de cuidar sozinho dos filhos:
“A mãe deles foi embora do nada. Faz nove anos que eu cuido deles sozinho. Quando eles eram menores, eu sempre preparava a comida e lavava as roupas a noite, depois do trabalho. Agora com eles mais velhos, fica um pouco mais fácil administrar serviço e casa”.
É assim que muitos brasileiros lutam por aquilo que muitos têm e desprezam: a oportunidade de aprender ou de fazer com que os filhos dêem valor ao estudo.
Parabéns a esse pai. Desejamos dias melhores a todos!
Para ler a matéria completa, acessar: G1 RCP
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