BRUSSELS, BELGIUM - MARCH 05: Swedish environmental activist on climate change Greta Thunberg is talking to media as she arrives for an EU environment Council at the Europa, the European Council headquarter, on March 5, 2020, in Brussels, Belgium. (Photo by Thierry Monasse/Getty Images)

Em resposta a tuíte em que Trump pede que contagem de votos nos EUA seja parada, ativista faz referência a publicação na qual o presidente americano aconselhou a jovem a trabalhar seu “problema de controle de raiva”.

A reportagem é publicada por Deutsche Welle, 06-11-2020.

A ativista ambiental sueca Greta Thunberg, respondeu a um tuíte do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite desta quinta-feira (05/11), afirmando que ele deveria “relaxar” em meio à apuração dos votos na eleição americana.

A postagem da jovem de 17 anos é uma referência direta a um tuíte escrito por Trump no fim do ano passado, que zombou da adolescente por o que ele chamou de “problema de controle de raiva”.

Greta comentou em uma postagem de Trump que dizia “PARE A CONTAGEM!”, escrita enquanto o republicano via o democrata Joe Biden avançar em estados-chave durante a contagem de votos na corrida à Casa Branca.

“Que ridículo. Donald deveria trabalhar o seu problema de controle de raiva e depois ir a um bom e velho cinema com um amigo! Relaxa, Donald, relaxa!”, escreveu Greta.

Em dezembro do ano passado, depois que Greta foi eleita a Pessoa do Ano pela revista Time, Trump zombou da jovem por os apelos apaixonados dela para que governos agissem para frear o aquecimento global.

“Que ridículo. Greta deveria trabalhar seu problema de controle de raiva e depois ir a um bom e velho cinema com um amigo! Relaxa Greta, relaxa!”, escreveu Trump na época, comentando um tuíte de outra pessoa que parabenizava Greta pela homenagem.

Na ocasião, a ativista atualizou sua descrição no Twitter para incluir: “Uma adolescente trabalhando em seu problema de controle de raiva. Atualmente relaxando e assistindo um bom e velho filme com um amigo.”

Nesta semana, os Estados Unidos saíram formalmente do acordo climático de Paris , medida que havia sido prometida por Trump já em 2017.

Em outubro, Greta defendeu a candidatura de Biden, que prometeu devolver os EUA ao pacto global, caso seja eleito.

Com suas chances de reeleição diminuindo conforme a contagem de votos avança, Trump foi a público várias vezes após a eleição para afirmar que a votação estava sendo fraudada, mesmo sem apresentar provas. Sua campanha tentou impedir o seguimento da contagem em alguns estados onde o republicano aparecia em desvantagem ou onde Biden vinha diminuindo a diferença de votos.

Desde 2018, Greta, inspirou milhões de jovens em todo o mundo a saírem da escola e irem às ruas às sextas-feiras protestar em favor do clima, no movimento chamado “Fridays for Future”. Ela se transformou no rosto de um movimento global por uma política climática mais assertiva e já ganhou diversos prêmios e homenagens.

No final do ano passado, Greta mudou sua descrição biográfica no Twitter para “pirralha”, após ser chamada assim pelo presidente Jair Bolsonaro.

Fonte: Instituto Humanitas Unisinos

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