Por Rosangela Cenci

A modernidade com suas eras de (pós)verdades tende a relativizar valores que, para mim, fundamentam-se em raízes profundas de cada ser. A capacidade do ser humano em sonhar traz em sua natureza humana a nobreza de uma alma encantada pela esperança, por um mundo diferente possível.

No cotidiano é o Projeto de Vida, a ferramenta que fará um sujeito determinado alcançar objetivos acessíveis e metas com finalidades entre a esperança e a realidade. Os objetivos necessitam primeiramente trazer (externar, aflorar) o amor maior que há em si, investindo em alguns poucos deles. Observar o movimento do projeto de vida numa dinâmica interna e externa, que tenha um sentido, uma missão para com o próximo. Que não seja somente um projeto de vida egocêntrico ou individualista. Somente com esse movimento tu conseguirás ter uma mensuração contextual, antropológica e sociológica mais completa de resultados, mais ampla.

Os meios, como vais realizar, quanto possível optar pelo desenvolvimento de capacidades inclusivas, participativas e presenciais. Nesse modo está a chance de ser um projeto vivo e não virtual. Considere rodas familiares, de amigos e, sempre que possas, ser a própria experiência de paz e não violência. Aproveita a oportunidade!

Um Projeto de Vida necessita incialmente de programação de tempo; posteriormente, as ações tornam-se programa de cabeceira. O custo-benefício é imensurável e está muito além do que pensar somente em aquisições materiais; trata de trabalhar-se para o engrandecimento da alma, e o restante será o seu espelho! Vamos começar ou recomeçar?!

Rosangela Cenci é missionária franciscana e Doutora em Sociologia.

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