Com informações de R7

Após cinco anos travando uma dura luta na justiça, Mariana Justulin, que recorreu ao judiciário após ter sido impedida de tomar posse em um concurso público, realizado em 2014, pelo simples fato de ser considerada obesa, ganhou enfim a batalha.

Apesar do mérito de ter passado no concurso e de todo o esforço empreendido pela professora, os anos dispendidos para a sua formação, o tempo gasto preparando-se para o concurso, o governo de São Paulo entendeu que, por se trata a obesidade de uma doença crônica, Mariana não estava apta para o cargo. A decisão foi, inclusive, publicada no diário oficial de SP.

A posição do governo estadual, que a qualquer ouvido leigo já soaria absurda e estapafúrdia, por fim não conseguiu do poder judiciário o respaldo necessário para se fazer valer. Em 2014, Mariana teve um pedido de liminar negado, mas em 2016, quando o caso foi enfim analisado em primeira instância, a professora obteve a sua primeira vitória. Houve recurso e, agora, a decisão em segunda instância se deu, mais uma vez, em sentido favorável à professora.

O fim de todo esse processo, certamente efusivamente comemorado por Mariana, para além de uma vitória individual representa, também, um momento importante no contexto da luta travada contra o preconceito, mais especificamente contra a gordofobia, pauta cuja visibilidade não é das maiores mas que tem sido ultimamente levantada por muitos que sofrem quotidianamente as mais variadas formas de ataque e exclusão em razão puramente da própria compleição física.

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