Com informações de G1

Aos poucos, dia após dia, a barreira do preconceito vem sendo rompida na nossa sociedade e pessoas com síndrome de Down vem conquistando espaços que, há algumas décadas, talvez fossem impensáveis. Esse é o caso de Luisa, que acaba de se tornar a primeira mulher com síndrome de Down a ter um diploma de Relações Públicas no Brasil.

Luisa de Souza Rocha, que tem 25 anos, contou em entrevista ao G1 que, para além de ter conquistado o diploma, o fez sem jamais ter ficado para trás em relação aos colegas de sala, tendo sido “destaque acadêmico” em razão de seu esforço e da sua vocação para a profissão escolhida. A conquista do diploma, contudo, não representa para ela um mero ponto de chegada e sim um ponto de partida: agora Luíza almeja maiores qualificações e sonha em, no futuro, dar aulas.

A escolha pelo curso de R.P. não foi ao acaso, como conta Luisa. Após vários testes vocacionais, ela descobriu qual era a área em que se daria melhor e, investigando, compreendeu que o curso e a profissão eram, sem dúvidas, o que ela gostaria de fazer da vida: “Deu humanas. Sou muito comunicativa. Fiquei pesquisando e me apaixonei pela profissão. Até hoje pesquiso muito.”

Como não poderia ser diferente, a mãe de Luisa, Marisa de Souza Rocha Camargos, é só orgulho da filha. Depois de anos de luta e esforço para que a filha tivesse uma vida o mais autônoma possível, vê-la formando proporcionou a ela uma alegria incomensurável: “Foi bom demais. Eu falo que a Alice [filha mais velha] foi maravilhoso ver se formando. Mas a Luisa, quando se formou, para mim, é como se tivesse feito mestrado, doutorado”

Seja em razão do apoio que Luisa recebeu desde sempre dos familiares, marcadamente da mãe, seja por conta de sua personalidade forte, a moça conquistou e leva hoje em dia uma vida extremamente autônoma, o que ela tenta proporcionar também a outras pessoas com síndrome de Down. Ela criou em Minas o projeto “Bagaceira” e, todo mês, leva outros jovens com síndrome de down para bares e “noitadas” com o propósito de promover a interação social entre eles e fazer com que se sintam mais livres.

Para mais informações sobre a história de Luisa, vejam a matéria completa do G1

Foto de capa: Patrícia Fiúza/G1

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