
Recém-chegado ao Prime Video, “Agente Zeta” apareceu com força no catálogo e rapidamente ganhou espaço entre os títulos de ação mais assistidos.
O longa espanhol tenta combinar espionagem, perseguições internacionais e drama familiar em uma trama de ritmo acelerado, embora nem sempre consiga equilibrar esses elementos com a mesma eficiência.
Dirigido por Dani de la Torre, o filme acompanha Iago, agente ligado ao serviço de inteligência da Espanha, que havia se afastado do trabalho para cuidar da mãe.

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O retorno acontece antes do previsto, quando uma série de assassinatos ligados à chamada Operação Ciénaga obriga seus superiores a colocá-lo de volta em campo. A partir daí, a história passa a costurar investigação, acerto de contas e segredos enterrados.
O roteiro, assinado por De la Torre, Oriol Paulo e Jordi Vallejo, aposta em uma fórmula já bem conhecida do público: agente experiente, missão interrompida por fantasmas do passado e uma rede de conspiração que parece maior a cada nova pista.
Funciona em alguns momentos, sobretudo quando o filme acelera nas cenas de confronto, mas perde força ao insistir em caminhos previsíveis demais para quem já acompanha esse tipo de produção.

A trama leva Iago do Rio de Janeiro à Colômbia, locais diretamente ligados ao passado da Operação Ciénaga, criada para enfrentar cartéis, mas marcada por violência e decisões desastrosas.
No centro da busca está Salvador Ancares, ex-agente da CNI e peça importante para revelar quem está por trás da caçada atual. É esse eixo que move a narrativa, ainda que o excesso de subtramas atrapalhe a construção do suspense.
Mario Casas, no papel principal, segura boa parte do filme no carisma e na entrega física, mas encontra dificuldade em meio a tantas viradas espalhadas ao longo das 2 horas e 13 minutos.
O problema não está na proposta de misturar ação com conflito pessoal, e sim na maneira como o roteiro distribui essas ideias, sem dar o peso necessário para algumas revelações que deveriam causar mais impacto.

“Agente Zeta” tem fôlego visual, boas locações e ambição para soar como grande thriller internacional, mas esbarra justamente no que poderia diferenciá-lo: identidade.
Em vez de apostar mais no próprio estilo, o longa prefere seguir referências muito reconhecíveis do cinema de espionagem recente.
Ainda assim, para quem gosta de perseguições, tensão política e protagonista atormentado, pode render uma sessão eficiente no streaming.
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