Com informações de G1

Apesar de a instituição acusada de negar o benefício a Cleomar ter alegado que a denúncia não tem procedência, há em relação a essa notícia algo profundamente doloroso e sintomático do “espírito” do nosso tempo: ninguém se surpreenderá caso venha a ser provado que o fato realmente se deu…

Dona Cleomar, de Porto Velho, não tem nem mãos, nem pernas. Por não poder trabalhar, ela tem recorrido insistentemente ao INSS, mas todas as suas solicitações até agora foram negadas. O primeiro destes pedidos de acesso ao benefício, segundo Cleomar, foi negado pelo fato de que ela não poderia assinar os papéis.

A senhora, que antes da amputação dos membros trabalhava como sinaleira, hoje sobrevive graças à filha, que também enfrenta dificuldades para encontrar emprego porque precisa ajudar a mãe em casa, e graças à ajuda de amigos e parentes, mas segundo o INSS (e esse foi o motivo, segundo Cleomar, para que o segundo pedido fosse negado) a sua renda familiar per capita é superior ao máximo tolerado: R$ 238,50.

A primeira negativa da instituição à demanda de Dona Cleomar foi, para ela, a mais marcante: “Uma servidora puxou os papéis e perguntou: ‘quem vai assinar? Você assina?’. Eu disse que não podia assinar, mas sim a minha filha ou minha mãe. A mulher então olhou e disse: ‘ah, então não vale’. Daí ela pegou, rasurou o papel e jogou fora”, afirma, conforme informações do site de notícias G1.

A última solicitação de Dona Cleomar, a terceira, voltou a ser negado, desta vez com a alegação de “falta do período de carência”. O INSS confirmou que os pedidos foram negados e que ainda resta a Cleomar a possibilidade de elaborar um novo requerimento caso houvesse alteração da composição do grupo e também da renda familiar junto ao Cadúnico, mas negou a acusação de que a falta de assinatura da senhora tenha representado um obstáculo de qualquer natureza.

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