Por Nara Rúbia Ribeiro

Tenho estudado de modo despretencioso, já há algum tempo, a filosofia budista.

Para o budismo, todos somos um só. Dalai chegou a mencionar que, havendo um só humano infeliz neste mundo, nenhum outro humano seria completamente feliz.

Isso de desejar mal ao próximo, de regozijar-se com a desdita alheia, de jogar pedras, de condenar, de querer assistir ao espetáculo punitivo, tudo isso é agir como criança que joga para cima as pedras que carrega nas mãos.

Todo o mal que desejamos (esteja ou não camuflado de “justiça”) recairá sobre nós, porque o outro é você. O outro sou eu.

Então, quando vejo que hoje tornou-se algo “pop” ser reacionário, desejar a morte de outros, desejar a desgraça alheia, xingar, maldizer, execrar, sinto uma dor enorme por saber o quanto de sofrimento ainda está destinado a nós, desta e das futuras gerações.

Quando vemos um humano incorrer em erro, nosso desejo deve ser de ajudá-lo a ser o melhor de si mesmo. Se outro comete um crime e a lei estabelece punição, que soframos com ele a dor do cárcere.

Todas as religiões e credos merecem nosso respeito, uma vez que servem à elevação daqueles que se encontram no estágio evolutivo condizente com aquele raciocínio. Mas nenhuma religião fará com que você evolua se não perceber, ao menos intuitivamente, que o Deus que você reverencia está em você e está no outro. O próprio Cristo nos disse isso de diversos modos.

Não sejamos ingênuos e, seja por amor ao próximo ou por amor a nós mesmos, refutemos, em nossas almas, o vício de entregar ao mundo palavras, gestos e ações que não sejam a melhor parte de nós.

Acendamos as luzes uns dos outros para que, juntos, dizimemos a escuridão desse nosso tempo!

Foto de capa: © David Lazar

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