Aos poucos, a estudante Lívian Monteiro, de 19 anos, tenta recuperar a antiga rotina de outrora, antes de ser infectada por um fungo instalado em um narguilé utilizado por ela meses atrás.

A jovem precisou passar por uma cirurgia que retirou parte do seu pulmão dela. “Eu espero conseguir voltar aos poucos à minha rotina. Não vai ser a mesma coisa, mas eu espero melhorar. Ainda está complicado”, relatou.

Em abril, Lívian, que mora em Cuiabá (MT), foi diagnosticada com aspergilose. Na prática,  um fungo no pulmão. Na época, foi um choque total, uma vez que o fungo estava proliferado em um narguilé usado por ela e seus amigos.

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“Uma hora a conta chega, e a conta é alta”, disse ela em um dos vídeos que contava mais sobre a doença.

Em uma série de vídeos disponibilizados nas redes sociais, a jovem mostrou o passo a passo do tratamento contra a doença que colocou a vida dela em risco.

“A cada três festas que eu ia, três tinham narguilé e em uma eu usava”, afirmou Lívian, que usou narguilé por 3 anos. Antes do fungo, ela teve tuberculose.

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Em entrevista ao portal G1, o pneumologista Paulo César Neves explicou a relação entre as doenças. “Qualquer agente infeccioso como vírus, bactéria, fungo ou tuberculose, pode sim ter ligação com esse uso de narguilé. O caso da Lívian é um exemplo do que pode acontecer com pessoas que fazem uso”, disse.

A estudante lamentou que, mesmo depois da tuberculose, tenha voltado a usar o narguilé. “Parei por um tempo, mas depois via as pessoas usando e não resisti. Acabava pegando uma vez ou outra”, contou.

A doença deixou uma grave sequela: um buraco no lóbo superior do pulmão direito, onde o fungo cresceu. Na cirurgia, os médicos viram que o fungo era maior que o esperado e foram retirados dois dos três lóbos.

Em consequência do procedimento, a capacidade respiratória diminuiu e Lívian precisa diariamente de fisioterapia.

De acordo com Paulo César Correa, coordenador da Sociedade Brasileira de Pneumologia, o consumo da fumaça é semelhante ao consumo de 100 a 200 cigarros em uma hora.

“O uso vai se tornando cada vez mais frequente e se transforma numa porta de entrada para o tabagismo convencional, seja através do cigarro normal, do cigarro eletrônico ou do consumo mais frequente do narguilé”, disse.

Fonte: G1

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