Joaquin Phoenix, protagonista de Coringa, seguiu a mesma lógica de quando recebeu o Globo de Ouro e o BAFTA ao ser consagrado no Oscar 2020 na categoria de Melhor Ator. Na noite de divulgação e entrega do prêmio, ele não apenas usou a sua voz para dar voz a quem não a tem, como ainda nos convidou a todos a fazermos o mesmo.

Ao subir ao palco, mostrou-se nervoso certamente porque eram milhares os assuntos que gostaria de abordar naquele momento, o astro de Coringa usou o grande momento de aceitação da estatueta para discursar sobre uma grande variedade de temas que fazem parte do espectro de injustiça que precisam ser urgentemente combatidas.

Phoenix iniciou o discurso com a garantia de que não se sente em um patamar acima de nenhum dos outros indicados, nem ninguém presente na cerimônia.

E sobre o privilégio de estar presente nesse momento tão importante do cinema mundial, apontou a necessidade de “usar nossas vozes para os que não tem voz”, com o objetivo de lutar contra injustiças, independente do objetivo da luta.

“Nos tornamos muito desconectados do nosso mundo natural”, comentou, antes de começar a falar, inclusive, sobre crueldade animal, e como os seres humanos se consideram superiores a ponto de se acharem no direito de realizar uma inseminação artificial em uma vaca, depois separar ela da cria, “apesar dos gritos claros de desespero”, e ainda ordenhá-la, para colocar o leite dela nos cafés e cereais matinais.

Apesar de apontar tantos erros, ele mesmo admite já ter sido egoísta e cruel, mas é grato por sempre terem dado a ele uma segunda chance, e ressaltou que é nesse momento de acolhimento que o ser humano se mostra em sua melhor forma. Em outras palavras: “quando não nos cancelamos por erros passados”.

Fonte: Rolling Stone

COMPARTILHAR

RECOMENDAMOS



COMENTÁRIOS




Revista Pazes
Uma revista a todos aqueles que acreditam que a verdadeira paz é plural. Àqueles que desejam Pazes!