
Tem placa que a gente reconhece de relance: “Pare”, limite de velocidade, radar, faixa de pedestre. Só que, de vez em quando, aparece uma sinalização que dá aquela travada rápida no cérebro — principalmente qando ela não faz parte do dia a dia de quem dirige em boa parte do Brasil.
É aí que entra a A-16 (Bonde/VLT). Ela é uma placa de advertência e costuma chamar atenção justamente por ser mais comum em cidades onde trilhos cruzam ruas, avenidas ou correm ao lado do fluxo de carros. E sim: se você nunca viu um VLT de perto, é normal ficar na dúvida do que fazer.

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O que a placa A-16 quer dizer (sem mistério)
A A-16 avisa que há circulação de bonde ou VLT na região — seja atravessando a via, seja seguindo paralelo ao tráfego.
O objetivo é simples: fazer você perceber antes que aquele trecho tem um “elemento extra” na pista, e que a dinâmica de prioridade, espaço e frenagem muda.
Na prática, quando você bate o olho nessa placa, vale ligar o modo atenção para situações como:
- trilhos no asfalto (que podem aparecer no meio da faixa);
- travessia de VLT/bondes em cruzamentos;
- trechos compartilhados, em que o trilho passa bem próximo da área de rolamento;
- necessidade de reduzir velocidade com antecedência, porque parar ou desviar em cima da hora pode dar ruim.
E tem um detalhe que muita gente não considera: trilhos influenciam a condução. Em pista molhada, por exemplo, eles podem ficar mais escorregadios; e para motos e bikes (quando presentes na via), o risco de “pegar” o sulco do trilho também existe — então qualquer manobra brusca vira uma péssima ideia.
Por que essa placa existe se quase ninguém vê?
Mesmo não sendo uma placa “popular” em várias regiões, ela é indispensável onde o transporte sobre trilhos faz parte do trânsito urbano.
A lógica é preventiva: avisar antes para evitar conflito entre um veículo que anda em trilhos (com rota fixa) e outros que têm liberdade de manobra.
Nos últimos anos, alguns projetos de mobilidade adotaram VLTs e sistemas semelhantes, então essa sinalização tende a aparecer mais em locais específicos.
Você pode encontrar esse tipo de operação em cidades e regiões que já tiveram ou têm sistemas desse tipo — e, em geral, ela costuma ficar perto de:
- cruzamentos com trilhos;
- áreas de estação/parada;
- corredores onde o VLT passa colado ao tráfego comum;
- pontos de conversão onde o motorista precisa “cruzar” a linha férrea urbana.
O que muda na direção quando tem VLT/bondes no caminho
Quando o assunto é VLT, tem duas regras práticas que ajudam muito (mesmo que você nunca tenha dirigido perto de um):
- Antecipe decisões: reduza antes, observe semáforos, sinalização no chão, e procure por faixas exclusivas ou áreas de travessia.
- Não conte com desvio rápido do trilho: o VLT não “sai da faixa” para te evitar; ele segue o trilho e ponto.
Além disso, a presença de trilhos pode afetar coisas simples do cotidiano: retorno, conversão, mudança de faixa e até o tempo de frenagem em certos pavimentos.
Por isso essa placa aparece antes do trecho crítico — para você chegar preparado, e não “descobrir” quando já está em cima.

E se o motorista ignorar?
A-16 não é uma ordem direta como “Pare”, mas é advertência: ela aponta uma condição que exige comportamento mais cuidadoso. Ignorar esse aviso pode virar problema de três formas bem concretas:
- acidente: colisão com VLT/bonde tende a ser séria, além de travar o trânsito inteiro;
- autuação por conduta imprudente: dependendo do que você fizer (ex.: não reduzir, avançar, cortar a frente, manobra perigosa), dá para cair em enquadramentos do CTB;
- pontos na CNH e multa: a penalidade vai depender da infração específica registrada na situação.
Ou seja: mesmo que a placa pareça “diferente”, ela está ali para evitar o tipo de erro que acontece quando o motorista só percebe o trilho (ou o VLT chegando) tarde demais.
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