Na última sexta-feira (30), uma idosa de 74 anos de Campo Grande (MS) voltou para casa após ser vítima de agressão do próprio filho, que é dependente químico.

A senhora foi socorrida pela Polícia Militar dias antes depois de um surto psicótico do filho, de 35 anos, que foi preso. De acordo com a PM, além de bater na mãe, ele a acorrentou dentro de sua própria casa.

Ainda assim, a idosa espera que o homem volte a morar com ela.

Testemunhas afirmaram que ela ficou dois dias sem comer ou beber. Também informaram que ela recebeu chutes e pontapés, ficando com diversas escoriações por todo o corpo.

Ao entrar na casa, os PMs não encontraram móveis, apenas fezes de gatos espalhadas por todos os cômodos.

Na delegacia, a idosa negou ter sido agredida e tentou proteger o filho. À imprensa, pediu para não ser identificada e confessou que as vezes “ele se exalta quando está nervoso”.

“Voltei morar aqui porque é a única casa que eu tenho. Ele ainda não voltou, policial levou, mas espero que ele volte. Ele não trabalha, é esquizofrênico, complica tudo quando junta com os amigos e bebe, aí ataca a loucura, mas depois passa. Ele me batia, mas só quando ficava alterado. Tá na mão de Deus”, disse.

Segurando as lágrimas, ela conta que o rapaz acabou com tudo da casa em troca de drogas. “Carregou até minha cama, só tem fogão e geladeira, o resto levou tudo. Ele é esquizofrênico, não pode trabalhar. Além desse problema, ele se junta com certas amigos da onça e complica mais a situação”, acrescentou.

Sobre o último episódio de agressão, ela explicou que o filho “se alterou quando não recebeu permissão para levar um botijão de gás embora”.

Possesso de raiva, começou a bater na própria mãe.

Ao ouvir os gritos da senhora, a vizinhança chamou a polícia.

“Ele é meu filho adotivo, tinha um mês quando adotei, era neném. A mãe dele sumiu, era lá de Dourados. Naquela época eu morava em Nova Andradina e ela foi lá anunciar que queria entregar o filho. Não posso abandonar ele, não posso deixar ele sozinho. Eu acredito que quando ele voltar, ele volta bom. Pessoal do Cras (Centro de Referência de Assistência Social) já procurou, mas ele não segue tratamento”, desabafou ela.

“Eu tenho outro filho, mas ele viaja muito, mora em Ponta Porã. Não temos contato, ele não se dá com meu filho adotivo. Tenho família, mas eles não participam, sabe? Cada um no seu cantinho”, finalizou.

O filho da idosa foi preso em flagrante por lesão corporal, ameaça e maus-tratos, todos com agravante de violência doméstica. Não há previsão de soltura dele.

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Fonte: CG News

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