Conforme publicado pelo g1, um grupo de homens armados atacou uma igreja católica na região de Ondo, no sudoeste da Nigéria, e matou pelo menos 50 fiéis, informaram o governo e a polícia no último domingo (5).

O ataque ocorreu enquanto os fieis participavam de uma missa matinal na igreja católica de São Francisco na localidade de Owo.

“Ainda é cedo para dizer quantas pessoas morreram. Mas muitos fiéis perderam suas vidas e outros ficaram feridos”, disse à AFP Ibukun Odunlami, porta-voz da polícia na região de Ondo.

O presidente Muhammadu Buhari condenou o ataque, chamando-o de “hediondo”. A identidade e o motivo dos invasores não ficaram imediatamente claros.

A mídia local disse que homens armados atiraram contra os fiéis e detonaram explosivos na igreja. Entre os mortos estão mulheres e crianças.

Funmilayo Ibukun Odunlami, porta-voz da polícia de Ondo, disse que houve um incidente na Igreja Católica de São Francisco em Owo e que a polícia emitirá uma nova declaração em breve.

Abaixo, trouxemos um alerta publicado no site Aleteia sobre a gravidade da perseguição aos cristãos no território nigeriano, mostrando que esses ataques são comuns e recorrentes:

“Praticamente nada mudou, ao longo dos últimos meses, desde que o arcebispo de Kaduna, Nigéria, dom Matthew Man-oso Ndagoso, fez esta poderosa declaração ao portal católico LifeSiteNews em 26 de abril de 2019:

“Estão matando cristãos como frangos”.
A dramática situação dos cristãos perseguidos no país prossegue a todo o vapor e dificilmente é abordada pela assim chamada “grande mídia” mundial. Da mesma forma, é um genocídio que pouco ou nada interessa aos “profissionais da indignação internacional”.

Milhares de cristãos continuam sendo mortos e dezenas de aldeias continuam sendo arrasadas.

O arcebispo Ndagoso denunciou, há mais de um ano, que os ataques dos extremistas da etnia Fulani contra as aldeias cristãs não eram motivados apenas por fatores religiosos, mas também pela impunidade com que as autoridades da Nigéria os deixam agir. Nos estados do Noroeste do país mais populoso da África, nos quais cerca de 98% da população é muçulmana, a lei islâmica foi imposta na prática, à revelia da constituição nacional, e os cristãos são reduzidos a uma pequena minoria que, “infelizmente, não conta aos olhos de alguns”.

Dom Ndagoso afirmou:

“Sempre disse que o primeiro dever de um governo, em qualquer parte do mundo, é proteger a vida e as propriedades dos cidadãos, mas posso assegurar a vocês que não é o caso no nosso país, especialmente no Noroeste. Estão matando cristãos como frangos”.

Tudo igual – ou pior – em 2020
Em junho de 2020, o bispo de Sokoto, dom Matthew Kukah, também apontou o dedo ao governo nigeriano pela sua passividade e incompetência em fazer frente aos grupos armados que aterrorizam a região, nomeadamente o Boko Haram, formado por fanáticos jihadistas que querem instaurar um califado, e os pastores nômades Fulani, que têm perpetrado uma perseguição brutal contra os agricultores cristãos.

Segundo estatísticas recentes da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia, cerca de 6 mil cristãos nigerianos foram mortos desde 2015, o que significa mais de mil por ano.

Enquanto isso, movimentos midiáticos de ativismo internacional continuam “estranhamente” alheios ao que ocorre com a população negra e cristã da africana Nigéria, preferindo bravatas retóricas como a conclamação a derrubar estátuas de Cristo porque elas seriam instrumentos do “supremacismo branco”.

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