Um fato único não é prova do caráter de uma pessoa, mas é um bom indício.

Um vídeo chamou a atenção das redes sociais nos últimos dias. Nele, o guarda civil Cícero Hilário Roza Neto, de 36 anos, é humilhado por um integrante do Judiciário, por um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo apenas e tão somente por fazer o seu trabalho: fiscalizar o uso de máscara de sorte a minorar a propagação do coronavírus.

No vídeo, o guarda pede ao Desembargador que “por favor” coloque o item de proteção — em cumprimento ao decreto estadual datado de 7 de maio. Siqueira, no entanto, se recusa e afirma que “decreto não é lei”. Diante da recusa do magistrado, o guarda desce do veículo e comunica o cidadão que ele será multado.

A partir de então, o desembargador começa a destratador o guarda. Para Cícero, o momento de maior chateação foi quando fora chamado de analfabeto: “Perguntou se eu sabia ler, se sabia com quem eu estava se metendo e rasgou a intimação”, desabafou.

Confira o vídeo:

Contudo, conforme reportagem de hoje do portal R7, restou ao guarda a dignidade e a honradez de quem faz o seu trabalho em prol de todos. Ao ser questionado pela filha, o guarda teve a oportunidade de responder:

““Quando cheguei em casa, minha filha de 15 anos perguntou o que eu tinha feito, pois ela já tinha visto o vídeo nas redes sociais. E eu disse que só fiz o meu trabalho, que fui até o cidadão de forma educada e o orientei a colocar a máscara. E ela entendeu que fui um bom exemplo”.

Ter a consciência limpa e a certeza do dever cumprido é algo sem preço. Embora transtornado diante da arbitrariedade da conduta do desembargador, certamente o guarda Cícero dormiu o “sono dos justos” nas últimas noites.

Com informações do Portal R7

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