Neste domingo, a filha de Alexander Dugin, um dos gurus de Putin, morreu vitimada por uma explosão do veículo que dirigia, perto de Moscou. A morte é objeto de investigação.

A jovem Darya Dugina, jornalista e cientista política, circulava perto da cidade de Bolshie Viaziomy,próximo a Moscou.

Segundo os investigadores, o crime foi planejado e a bomba foi detonada à distância. O caso, portanto, é investigado como homicídio.

Também segundo as investigações e relatos da família, o alvo da explosão era Alexander Duguin, pai da jovem, sendo que esta pegou emprestado o carro do pai se última hora.

Alexander Duguin, intelectual e escritor ultranacionalista de 60 anos, teórico do neo-eurasianismo, aliança entre Europa e Ásia liderada pela Rússia, está sujeito a sanções da União Europeia desde 2014, após a anexação russa da Crimeia.

O pai da vítima é muitas vezes adjetivado como “mente de Putin” ou “Rasputin de Putin”, tem defendido a unificação dos territórios de língua russa e apoiou totalmente a operação militar lançada por Moscou na Ucrânia em fevereiro. Seus livros, inclusive, foram banidos da Ucrânia.


A vítima, Darya Duguina, era defensora das ideias do pai e figurava em uma lista de cidadãos russos que receberam sanção pelos Estados Unidos desde julho por supostamente espalhar “desinformação sobre a Ucrânia” na internet.

Até agora, ninguém assumiu a autoria do crime.

A jovem era formada em Filosofia, Daria Platonova Dugina tinha 29 anos e é descrita pelo Comitê Investigativo da região como jornalista e cientista política.

Era, segundo o site UOl, editora-chefe do site United World International (UWI), que defendia que a Ucrânia “pereceria” se entrasse para a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), uma aliança militar que inclui 30 países. Como comentarista do canal de TV nacionalista Tsargrad e do site Movimento Eurasiano Internacional, ela também expressava tais opiniões com veemência. Neste domingo (21), a Tsargrad declarou que “Dasha [apelido de Dugina], como seu pai, sempre esteve no front da confrontação com o Ocidente”.

Fonte: R7

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