Você realmente acha que está melhor sem aquela pessoa amada com quem cortou relações?

Evidentemente, em várias circunstâncias devemos tomar decisões e, em muitos casos, não estamos de acordo com a ação que devemos tomar ou simplesmente acontece de nos vermos obrigados a agir de determinada maneira, por impulso, por desgosto ou por desentendimentos. O caso é que alguns contextos nos obrigam a nos afastar de quem amamos, a nos distanciar de quem não gostaríamos de tirar de nossas vidas.

Seja qual for a razão que nos levou a antagonismos, vale a pena tomar tempo para a reflexão, para pôr de lado o orgulho e preconceito e perguntar se isso é realmente o que queremos em nossas vidas.

Às vezes, as perdas são impossíveis de recuperar. No entanto, a reconciliação vai além de recuperar o relacionamento fraturado: é um processo interno que, uma cura essencial para seguir em frente, não para carregar fardos desnecessários, para deixar-nos perdoar, para aprender a tolerar e ser compassivo e, especialmente, para entender que a vida vale a pena cada segundo.

Reconciliar nos enche de paz, que nos faz apreciar o tempo e das oportunidades, entender que não há justificação para manter-nos daqueles que amamos e ainda menos por escolha, que é um mero orgulho, ressentimento, desconforto, nenhuma emoção positiva para encontrar paz em nossa vida, pelo contrário, emoções tóxicas que desligam nosso brilho e alteram nossos sentidos.

Reconciliar nos liberta, alimenta a nossa alma, nos conecta com a essência humana de amor, sem rancor, sem esperar retribuição, sem perda de tempo por causa de ressentimentos. Errar é humano, mas para manter o erro é uma decisão muito pouco sábia.

Escolher a reconciliação não é fácil, dar o primeiro passo também não é, mas a paz interior parte de eliminar o tóxico de nossa vida, desde o amor, a compaixão e a oportunidade, não desde o receio e o ressentimento.

Sempre chega o momento de avaliar o que temos deixado para trás, o ideal é continuar seguindo em frente e com a melhor disposição ante a vida, sem arrependimento, sem lamentos por ações não tomadas, pois é decisão nossa deixar entrar, permanecer ou sair de nossa vida quem desejamos ou não e, se a situação permite uma reconciliação, nunca é tarde demais para levá-la a cabo, o sentimento que dá o passo à reconciliação não se compara com a sensação de paz que enaltece o perdão.

Texto de Marvi Martínez, publicado originalmente em Rincón del Tibet

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