Com informações de G1 e El País

Faleceu nesta segunda-feira, aos 88 anos a premiada escritora Toni Morrison. Autora de obras de grande sucesso como o romance “Sula”, pelo qual foi indicada ao National Book Award, e “Amada”, de 1987, que lhe garantiu um Pulitzer, Toni foi também conhecida e admirada pelo seu engajamento na luta por igualdade racial e por suas posições políticas. O falecimento se deu após uma “breve doença”, conforme informado pela família, sem maiores detalhes.

Natural de Ohio, Estados Unidos, em 1953 formou-se em Inglês, em Howard, período em que dedicou ao estudo dos clássicos da literatura de língua inglesa. Como editora do Random House, empenhou-se na divulgação e popularização da literatura negra nos Estados Unidos, tarefa àquela altura consideravelmente difícil e necessária, levando-se em conta o quão enraizado estava (e permanece) o racismo no país.

Como escritora, Toni Morrison conquistou o Prêmio Nobel de Literatura, tendo sido a primeira mulher negra a promover tal feito. Suas obras, de forma geral, se caracterizam por terem sido, também, um instrumento de luta, retratando quase sempre a vida dos negros estadunidenses, com foco em personagens femininas.

Seu faleceu repercutiu profundamente mundo afora. Em sua conta no twitter o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama, que recebeu o apoio de Toni em 2008 no contexto de sua pré-candidatura à presidência, falou sobre o falecimento da escritora:

“Toni Morrison era um tesouro nacional, boa como contadora de história e cativante pessoalmente do mesmo jeito que em suas páginas. Sua escrita foi um belo e significativo desafio à nossa consciência e à nossa imaginação mortal. Que presente respirar o mesmo ar que ela, mesmo que apenas por um tempo.”

Uma perda, sem sombra de dúvidas, das mais lastimáveis.

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