A farmacêutica Merck, responsável pela fabricação da ivermectina informou nessa quinta-feira (4), QUE ‘não há dados disponíveis que sustentem a eficácia do medicamento contra a Covid-19’.

O medicamento faz parte do chamado “Kit Covid”, voltado ao suposto “tratamento precoce” da doença, extremamente defendido pelo presidente Jair Bolsonaro.

Destaque para os três pontos da análise:

1. Não há base científica para um potencial efeito terapêutico contra Covid-19 em estudos pré-clínicos;

2.Não há evidência significativa para atividade clínica em pacientes com a doença;

3.E há uma preocupante ausência de dados sobre segurança da substância na maioria dos estudos.

“Não acreditamos que os dados disponíveis sustentem a segurança e a eficácia da ivermectina além das doses e dos grupos indicados nas informações de prescrição aprovadas por agências regulatórias”, diz o comunicado.

Outros medicamentos sem eficácia comprovada contra a Covid-19 também tiveram altas expressivas nas vendas em 2020, como a hidroxicloroquina e a nitazoxanida.

O comunicado

A Merck (NYSE: MRK), conhecida como MSD fora dos Estados Unidos e Canadá, afirma hoje sua posição em relação ao uso de ivermectina durante a pandemia de Covid-19. Os cientistas da empresa continuam a examinar cuidadosamente as descobertas de todos os estudos disponíveis e emergentes de ivermectina para o tratamento de Covid-19 para evidências de eficácia e segurança. É importante observar que, até o momento, nossa análise identificou:

– Nenhuma base científica para um efeito terapêutico potencial contra Covid-19 de estudos pré-clínicos;

– Nenhuma evidência significativa para atividade clínica ou eficácia clínica em pacientes com doença Covid-19, e;

– A preocupante falta de dados de segurança na maioria dos estudos.

Não acreditamos que os dados disponíveis suportem a segurança e eficácia da ivermectina além das doses e populações indicadas nas informações de prescrição aprovadas pela agência reguladora.

Fonte indicada e adaptada: G1

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Mariana Ribeiro
É amante de sagas, sonha ser cineastra e é do tipo que chora rios inteiros lendo livros. Já coleciona 14 primaveras, escreve poemas, ama Raul e Legião.