Jacob Tremblay e Julia Roberts em cena de 'Extraordinário': filme tem tudo para repetir o êxito do livro. Foto: Divulgação.
Por Nara Ribeiro
O filme é baseado no livro homônimo – “Extraordinário” de R. J. Palacio – e conta a história do menino Auggie Pullman. A obra mostra o quanto é transformadora a força da gentileza e é um convite à reflexão de crianças e adultos, razão maior do seu sucessso.
Segundo o crítico Octavio Caruso, “Um lindo filme que todos os pais devem mostrar aos filhos pequenos.” E acrescenta: “É fascinante a forma como o roteiro se mantém fiel à essência infanto-juvenil da obra, sem resvalar no melodrama piegas que o tema sugere, transpondo com inteligência e muita sensibilidade as agruras diárias do pequeno Auggie, vivido pelo impecável Jacob Tremblay, que nasceu com síndrome de Treacher Collins, um distúrbio do desenvolvimento craniofacial que o faz querer se esconder do mundo. “
1. O livro de R. J. Palacio é um dos best-sellers do jornal The New York Times;
2. Protagonizado por Jullia Roberts e por Jacob Tremblay, o filme tem arrancado lágrimas e sorrisos de uma plateia bastante eclética. Mostra, a exemplo do livro, a história de um menino que, por sua má-formação facial estuda os primeiros anos de sua vida longe da escola convencional, uma vez que fora submetido a 27 cirurgias no rosto. No filme, chega a hora em que o garoto é levado para a escola regular, momento em que os seus pais reforçam a sua autoestima, sendo este um dos aspectos mais maravilhosos da história.
3. Para Auggie, a diferença é um detalhe que não merece atenção e é isso que ele transmite aos colegas, quando matriculado na escola regular.
4. Diante do bullying a que é submetido no ambiente escolar, o menino estraordinário mostra a todos que a aparência é apenas um item de menor importância, levando os colegas – e também o auditório – a refletir sobre o quão mais importante são as ideias, o plano íntimo de cada um, se comparado à sua fisionomia.
5. O filme mostra que a intolerância advém da nossa incapacidade de processar internamente a aceitação do “diferente”, daquilo que nos é “desconhecido” e torna-se, por consequência, uma oportunidade de diálogo sobre a tolerância e a capacidade de aceitação da beleza peculiar que está no íntimo de cada um.
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