Elas foram chamadas de as gêmeas mais bonitas do mundo. O tempo mudou muito além da aparência

Ava Marie e Leah Rose Clements cresceram diante das câmeras e de milhões de pessoas nas redes sociais. As irmãs americanas ficaram conhecidas ainda crianças, quando fotografias publicadas pela mãe começaram a circular intensamente pela internet e renderam às duas um apelido que atravessaria os anos: “as gêmeas mais bonitas do mundo”.

Nascidas em 7 de julho de 2010, na Califórnia, Ava e Leah começaram a ganhar projeção em 2017, quando tinham sete anos. Foi nessa época que a mãe, Jaqi Clements, passou a publicar regularmente imagens das filhas no Instagram. A repercussão veio rápido e transformou uma conta familiar em uma vitrine para o mercado da moda.

A aparência muito semelhante das irmãs, os olhos claros e as fotografias produzidas para a conta chamaram atenção de veículos internacionais. O título de “gêmeas mais bonitas do mundo”, porém, nunca correspondeu a um concurso ou premiação oficial. Foi um rótulo popularizado pela imprensa e pelas redes sociais à medida que a fama das meninas aumentava.

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O crescimento da conta também abriu caminho para trabalhos profissionais. Segundo o site oficial das irmãs, elas já participaram de campanhas e projetos relacionados a marcas como Nike, Disney, Mattel, Target, Skechers, Old Navy e American Girl, além de terem aparecido em publicações como Harper’s Bazaar Brasil e Vanity Fair Italia.

Atualmente, Ava e Leah têm 16 anos e continuam ligadas à moda e às redes sociais. A página oficial das Clements Twins informa que elas acumulam mais de 2 milhões de seguidores no Instagram e passaram a participar também de projetos de criação de roupas. Entre eles está a KAVEAH, marca voltada ao público jovem da qual as irmãs participam como designers e influenciadoras.

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A exposição das meninas também provocou críticas

A popularidade precoce trouxe questionamentos sobre o envolvimento de crianças tão novas com a indústria da moda e com redes sociais de grande alcance. Jaqi Clements afirmou em diferentes ocasiões que as filhas demonstravam interesse pelo trabalho e que a decisão de continuar modelando não havia sido imposta por ela.

A discussão acompanhou boa parte da infância das irmãs, sobretudo porque a conta administrada pela família passou rapidamente de algumas fotografias para centenas de milhares de seguidores e contratos comerciais. Em 2019, quando Ava e Leah tinham nove anos, o perfil já reunia cerca de 1,5 milhão de seguidores.

Foi justamente essa audiência que acabou sendo utilizada pela família em uma situação muito diferente das campanhas de moda.

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Quando os seguidores ajudaram a família

Em 2019, Kevin Clements, pai das meninas, recebeu um diagnóstico de leucemia e linfoma e precisava de um transplante de medula óssea. Ava e Leah recorreram ao próprio alcance nas redes sociais para divulgar a necessidade de encontrar possíveis doadores compatíveis.

A mobilização ganhou espaço na imprensa americana e foi feita em parceria com a DKMS, organização dedicada ao cadastramento de doadores de medula. A campanha levou pessoas a se registrarem como potenciais doadoras, ampliando as possibilidades não só para Kevin como para outros pacientes que dependiam de transplante.

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Embora a internet continue repetindo a expressão que tornou as irmãs famosas quando crianças, a carreira de Ava e Leah já entrou em outra fase. Aos 16 anos, elas seguem trabalhando com moda, mantendo presença nas redes sociais e participando de projetos próprios, depois de passarem praticamente toda a infância sob atenção pública.

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Gabriel Pietro
Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.