Em meio a uma conjuntura política profundamente marcada pelo ataque à produção científica, notícias como essa acabam por nos proporcionar uma dupla alegria: em primeiro lugar, alegria pela vida que efetivamente foi salva graças a essa primeira experiência bem sucedida de transporte de órgãos por drone; em segundo lugar, porque notícias como essa sintetizam e esclarecem a importância que a ciência tem e ainda pode vir a ter para a promoção de uma sociedade melhor.

O drone, especialmente projetado para a tarefa, foi desenvolvido por especialistas em medicina, engenharia e aviação do Centro Médico da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. Ele conseguiu pela primeira vez transportar em 5 minutos e com segurança um rim. Trina Glispy, a paciente beneficiada, aguardava a oito anos por um transplante e comemorou: “Essa coisa toda é incrível. Anos atrás, isso não era algo em que você pensaria”.

Antes, contudo, de o drone ter sido colocado em ação, foram realizados 44 voos de teste. Setecentas horas transportando soro fisiológico, tubos de sangue, outros materiais médicos e, inclusive, um outro rim humano que, entretanto, era considerado não viável para transplante. Graças a todos esses testes, por fim, os especialistas foram capazes de garantir que a primeira viagem do drone contendo um rim para transplante fosse feita em cinco minutos e com segurança.

Os pesquisadores informaram que além da entrega, o drone também monitorou e manteve os critérios de viabilidade do órgão, como a temperatura do rim. Para eles, o sucesso da operação indica que, em breve, o recurso pode se tornar a forma mais rápida, segura e econômica para enfrentar a limitação de tempo do transplante. “Do ponto de vista da engenharia, há um objetivo maior em jogo. Não se trata da tecnologia; trata-se de melhorar a vida humana”, comentou Darryll J. Pines, da Universidade de Maryland, à CNN.

Confira o vídeo do momento em que o drone é colocado em ação:

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