The United Nations High Commissioner for Refugees, Antonio Guterres, and his UNHCR Special Envoy Angelina Jolie continued their regional tour visiting Turkey, to hear accounts from Syrian refugees on September 13, 2012. On the third leg of a solidarity tour to support UNHCR's regional response to the Syrian refugee situation, the United Nations High Commissioner for Refugees Antonio Guterres, and his Special Envoy, Angelina Jolie spent the day visiting two of the 11 refugee camps along Turkey's border with Syria. The planning is for 17 camps to be established to enable Turkey to accommodate up to 36,000 more. Guterres and Jolie paid tribute to the Government of Turkey for keeping its borders open for anyone seeking asylum, adopting a system of temporary protection and providing assurance that no Syrian would be forcibly returned. "Syrians have a history of welcoming people in need," added Ms. Jolie. "Now it is their hour of need and I am grateful to Turkey, and all the neighboring countries for their extraordinary generosity." During her visit to the camp, Angelina Jolie met with several families, all of whom had lost family members in the violence in Syria. One woman told her a story about a house that was bombed in her town and the entire family was killed. "We don't care about our house," the woman said. "We care about the blood of the people." Another woman told her a similar story where a family was killed, but with one survivor - a baby found cradled in her dead mother's arms. Photo by UNHCR/J.Tanner via ABACAPRESS.COM

Por André J. Gomes

Ahh… como é fácil jogar a culpa no dinheiro, né? “Maldito vil metal!”, repetem aqui e ali. Segundo essa lógica infantiloide, superficial e fantasiosa, a vida só vai entrar nos eixos quando todo o dinheiro desaparecer do mundo.

A corrupção na política? “Só existe por conta das grandes cifras dando sopa!”

O casal que se divorcia e começa a brigar de verdade na hora de dividir os bens? “É porque são ricos. Fossem pobres, separavam e pronto!”

Os velhos amigos que rompem uma parceria comercial? “É porque começou a entrar dinheiro. Maldito dinheiro!”

Quanta balela! Será mesmo assim? Será verdade que o dinheiro nos transforma sempre para o mal? É certo que todos somos corruptos essenciais e só nos falta uma oportunidade para enriquecer de forma ilícita? Será mesmo que uma herança é capaz de separar irmãos? Terá a primeira mala de dólares em nossa frente o poder de nos tornar meros monstros egoístas?

Ou será que tudo já estava ali, predisposto, esperando sua chance de acontecer e o dinheiro era só o motivo que faltava?

Sei não. Mas eu tenho pra mim que ninguém vira um canalha porque ganhou uma bolada. Não é verdade que o fulano se perdeu na vida porque ficou rico, que sicrana se tornou pessoa má depois de casar com um milionário e que beltrano maltrata os empregados porque é cheio da grana. Fulano, sicrana e beltrano serão ruins com ou sem uma fortuna no banco.

O que passa é que com dinheiro fica mais fácil ser e mostrar o que a gente de fato é: patife ou benfeitor. Como também, dependendo do caso, com dinheiro fica mais fácil esconder, mascarar, dissimular e essas coisas que uma hora sempre aparecem.

Dinheiro e gente imbecil fazem uma combinação perigosa. Se o sujeito é sórdido, descarado, perverso, ter recursos financeiros só o torna mais calhorda ainda. Porque dinheiro é um negócio muito simples: piora quem já é ruim e melhora quem é bom.

Cheio da grana, quem é mau fica péssimo e quem é bom fica ótimo!

Dinheiro no bolso sem vergonha na cara é a pior pobreza que existe. Quem tem saldo bancário mas não conhece outros valores não vale nada. É tão simples!

Por outro lado, riqueza nas mãos de gente boa é o melhor negócio do mundo. Ajuda a concretizar grandes ideias, realiza projetos, multiplica recursos, divide com quem precisa! Dinheiro e gente decente é uma mistura poderosa. Uma das únicas capazes de transformar esse mundo tão tomado de seres mesquinhos concentrando renda.

Não, o dinheiro não corrompe ninguém. Quem se deixa estragar por ele já estava perdido. E quem tem bom coração só melhora quando enriquece.

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