Com informações de G1
A dura realidade da fome, de que uma parte do povo brasileiro jamais deixou de padecer, nesses tempos de crise tem ganhado proporções cada vez maiores. E é em contextos como os que atravessamos que o amor ao próximo e a solidariedade, tão próprios ao “espírito natalino”, se fazem mais necessários.
O pequeno Gabriel, que mora em Peruíbe, no litoral de São Paulo, esperava poder contar com a ajuda do Papai Noel para minimizar os sofrimentos pelos quais ele e a família tem passado. Gabriel, que tem apenas 10 anos, escreveu ao Papai Noel uma cartinha em que pedia: “Papai Noel, mande aqui para a minha casa uma cesta de alimentos”.
A carta deveria ser enviada para a Campanha de Natal, realizada pelos Correios. Inúmeras cartinhas são recebidas através da campanha e as crianças que as escrevem são “adotadas” por voluntários, que atendem aos pedidos. Sem condições de ir ao local, a mãe do garoto pediu a alguns policiais que fizessem o favor, a pedido de Gabriel, de deixar a carta numa agência dos correios da cidade. Os policiais não entenderam muito bem do que se trata, mas concordaram em fazer o que a mãe havia pedido.
“Ela não explicou muito, só pediu para levar. Quando olhei atrás, o remetente era o Papai Noel. Imediatamente, sabíamos que a carta iria para a campanha de Natal dos Correios.”, explicou ao G1 o soldado Fabiano Santil, que estava na viatura durante a “ocorrência”.
Os policiais então concordaram em presentear a criança e, ao invés de levarem a carta aos correios, abriram e leram o que o garoto havia pedido. “Me deu um nó na garganta. Nós temos filhos,e é muito triste ver uma criança pedindo comida para a família”, contou emocionado um dos policiais.
Compraram então a cesta básica, além de calçados e doces para as crianças. Na entrega, que ocorreu no mesmo dia, contaram a Gabriel o que havia acontecido: “Dissemos aos meninos que o Papai Noel estava pelo Centro da cidade e que já tinha adiantado os presentes”.
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