Nessa quarta-feira, o jovem Bruno Krupp saiu em sua defesa em um vídeo obtido pela TV Globo após atropelar e tirar a vida de um garoto de 16 anos que atravessava a rua com a sua mãe no momento do acidente.

O caso gerou repercussão nacional, e somente hoje Bruno veio a público em um vídeo questionando a reação do público sobre o caso: “Eu fui levado de ambulância, eu não fugi do hospital, não fugi dos médicos. Eu estava morrendo no hospital, os empregados me tratando mal no hospital, batendo com a maca no corredor, me chamando de assassino, como se eu tivesse feito alguma coisa errada”, relatou Bruno no vídeo. “Eu não bebi, eu não usei droga, foi um acidente, gente!” comenta ele.

Negou que tenha fugido do Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, para onde foi levado inicialmente – nesta terça (3), ele estava no hospital particular Marcos de Moraes, no Méier, Zona Norte.

A juíza responsável pelo caso entende que o caso deve ser tratado como homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar.

Sem carteira de motorista e sem placa no veículo, ele pilotava a moto a pelo menos 150 km/h quando atropelou o rapaz, na Avenida Lúcio Costa, na orla da Barra. O limite de velocidade no local é de 60 km/h.

Três dias antes do acidente, Bruno foi parado em uma blitz onde se recusou a fazer o teste do bafômetro e chegou a ter o veículo retido, mas logo foi liberado após o pagamento da fiança.

“Gente, pelo amor de Deus, eu sou a última pessoa que queria que isso tivesse acontecido. Pode ter certeza de que eu queria que o pior tivesse acontecido comigo”, argumentou Bruno no vídeo obtido pela TV Globo.

Os advogados de Bruno alegam uma pane nos freios antes do atropelamento: “O que ele me disse hoje, logo antes de entrar pra cirurgia, foi que a moto deu uma pane no freio e ele perdeu o controle, porque ele se assustou com o rapaz voltando”, comentou o advogado.

“Eu até acredito que sim (estava rápido demais). Mas uma moto de quase mil cilindradas, a juventude de hoje quer dar uma arrancada e ele vai pagar o preço pelo erro que cometeu de imperícia”, disse.

“Não houve dolo. Ninguém sai de casa para matar ninguém atropelado. ‘Ah, eu vou ali atropelar alguém na esquina’. Tá havendo um certo exagero com tudo que estão publicando. Não há perícia, foi desfeito o local do acidente. Agora, não se pede a prisão preventiva de uma pessoa fundamentando apenas com o que viram no Instagram, que o cara é isso, que o cara é aquilo. Venhamos e convenhamos, né?”, completou William Pena, advogado do rapaz.

Fonte indicada e adaptada: G1

RECOMENDAMOS






É amante de sagas, sonha ser cineastra e é do tipo que chora rios inteiros lendo livros. Já coleciona 14 primaveras, escreve poemas, ama Raul e Legião.