Com informações de G1

Ainda que não sejamos exatamente um país reconhecido pela importância que damos à literatura, soa como algo no mínimo absurdo o fato de pessoas jogarem livros fora, no lixo, ao lado de restos de comida e as coisas sem utilidade que descartamos. Apesar de soar absurdo, Luciano construiu sua pequena biblioteca justamente a partir do lixo.

Luciano Ferreira, de Sorocaba, trabalha com coleta de lixo e, em seu trabalho, frequentemente se depara com livros, muitos praticamente intactos, descartados por indivíduos incapazes de compreender a importância que estes poderiam ter para inúmeras pessoas que, num país tão desigual quanto o nosso, por mais absurdo que isso possa parecer, passam a vida inteira sem a oportunidade de lerem um livro sequer.

Luciano mais que qualquer um reconhece a importância que tem os livros e o hábito da leitura para a formação dos cidadãos de um país e para nos tornarmos seres humanos melhores. Após passar por momentos difíceis na infância, Luciano precisou abandonar a escola aos 11 anos. Logo se envolveu com drogas, com o crime, foi preso. Preso, decidiu que voltaria a estudar assim que pagasse sua dívida com a justiça e o fez exatamente como o planejado.

Sobre o período que passou preso, Luciano relembra: “Foi ali que eu resolvi mudar a minha história. A primeira coisa que eu queria fazer quando saísse era procurar uma escola. Eu sabia que, através da educação, eu poderia melhorar”.

Fora da cadeia, no supletivo, Luciano enfrentou várias dificuldades, mas encontrou nos livros uma maneira de driblá-las: “eu acabava me perdendo nas matérias e indo mal, até que uma professora minha de português, a Sueli, me recomendou a leitura”, comentou o rapaz.

Sua inspiradora história, Luciano a conta hoje em dia em palestras que ministra em escolas e motiva vários jovens a persistirem nos estudos e a reconhecerem o próprio valor.

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