Muitos de nós, durante a infância e a adolescência, experimentamos o constrangimento de sermos repreendidos pelos pais por um quarto desarrumado ou por um prato sujo. Um constrangimento, aliás, a que as novas gerações são a cada dia menos submetidas, talvez por uma espécie de revolta dos pais contemporâneos com a rigidez a que foram, no passado, submetidos. Mas sob a ilusão de estarem favorecendo o desenvolvimento dos filhos, esses pais flexíveis da contemporaneidade podem estar promovendo precisamente o contrário.

É o que sugere uma pesquisa recentemente elaborada, conduzida por Marty Rossmann, professor da Universidade de Minnesota. A pesquisa mostra que as crianças envolvidas em tarefas domésticas, dentre outras coisas, desenvolvem uma maior auto-estima, são mais responsáveis e são capazes de enfrentar a frustração e retardar a gratificação, qualidades que costumam ser determinantes em relação ao sucesso profissional ou acadêmico.

Confiar essas tarefas às crianças estimula o desenvolvimento de valores e habilidades, de acordo com Julie Lythcott-Haims, professora da Universidade de Stanford. Através do auxilio em serviços domésticos as crianças aprendem o valor do esforço, da superação, aprendem a aceitar responsabilidades, além de se tornarem mais humildes e empáticas.

O desafio, então, é envolvê-las ao máximo no cumprimento dessas tarefas desde cedo e a melhor maneira de fazer com que isso aconteça, ao menos no início, é certamente através de brincadeiras, jogos etc. As crianças tendem a ajudar os pais, porque replicam seu exemplo e se sentem “grandes”. Contudo, com o tempo o recurso ao lúdico vai precisar ser deixado para trás e as tarefas precisarão tornarem-se progressivamente mais complexas.

Com informações de Olha Que Vídeo

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