Vivemos um tempo caótico em que não temos mecanismos hábeis de combate a uma doença mortal e altamente infecciosa. A covid-19 tem ceifado milhares de vidas pelo mundo e, em especial, no Brasil, de sorte que, na falta de medicação já testada e comprovada no combate à doença, as pessoas têm se apegado a medicamentos que, de algum modo, se mostrem promissores.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota em que reforça que o medicamento antiparasitário ivermectina tem apenas indicação para uso conforme o que consta na bula — o que inclui o tratamento de sarnas e piolhos — e não para pacientes com covid-19 ou como prevenção contra o coronavírus.
Contudo, após o medicamento ser defendido pelo Presidente da República, em live, a nota sofreu alteração:
Na primeira nota, publicada às 18h38 da quinta-feira (9/7), a Anvisa ressaltou que não existem estudos conclusivos que comprovem a eficácia do medicamento para a Covid-19, uma vez que é usado no controle de parasitas. “Não há recomendação, no momento, para a utilização em pacientes infectados ou mesmo como forma de prevenção à contaminação”.
Na segunda versão, porém, o texto inclui um novo trecho: “Bem como não existem estudos que refutem esse uso”.
Segundo a agência, responsável pela liberação e regulamentação de remédios no país, “não existem medicamentos aprovados para prevenção ou tratamento da covid-19 no Brasil”.
Hoje, caso seja prescrita a ivermectina fora das indicações previstas na bula devem ser feitos sob escolha e responsabilidade do médico. Há estudos com células in vitro que apontam que a ivermectina tem eficácia no combate ao coronavírus. No entanto, caso comprovada essa eficácia, há que se estudar ainda a dosagem do medicamento.
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