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Como ela está hoje? Aos 17 anos, ela conquistou o topo das paradas; depois de brilhar no ABBA, escolheu viver longe dos holofotes

Antes de se tornar uma das vozes mais conhecidas da música pop, Agnetha Fältskog já fazia sucesso na Suécia. Aos 17 anos, a jovem cantora gravou uma composição própria que chegou ao primeiro lugar nas paradas de vendas do país. Anos depois, conquistaria fama internacional como integrante do ABBA, grupo responsável por sucessos como Dancing Queen, Mamma Mia e The Winner Takes It All.

O que chama atenção em sua trajetória é o contraste entre a enorme popularidade que alcançou e a vida reservada que escolheu levar. Após o fim das atividades do ABBA, no início dos anos 1980, Agnetha continuou trabalhando com música por algum tempo, mas gradualmente reduziu suas aparições públicas.

Hoje, aos 76 anos, a artista permanece na Suécia e mantém a discrição que, durante décadas, alimentou especulações sobre sua vida pessoal.

Uma carreira que começou antes do ABBA

Nascida em 5 de abril de 1950, na cidade sueca de Jönköping, Agnetha demonstrou interesse pela música ainda na infância. Compôs sua primeira canção aos cinco anos e, durante a adolescência, começou a cantar profissionalmente em uma banda local.

Sua primeira oportunidade de gravar surgiu depois que uma fita com sua voz chegou ao produtor musical conhecido como Little Gerhard. Impressionado, ele pediu que a jovem enviasse uma gravação com suas próprias composições.

Foi assim que conheceu Jag var så kär, música escrita por Agnetha que acabou abrindo as portas da indústria fonográfica.

Em 1967, acompanhada pelo pai, ela viajou a Estocolmo para gravar a canção. Lançada naquele ano, a música alcançou o primeiro lugar na parada sueca de vendas no início de 1968.

Agnetha rapidamente se estabeleceu como uma cantora popular em seu país. Quando o ABBA começou a ganhar forma, ela já tinha discos lançados e experiência profissional.

A formação do grupo aconteceu a partir da aproximação entre Agnetha, Björn Ulvaeus, Benny Andersson e Anni-Frid Lyngstad. Em 1974, os quatro venceram o Festival Eurovision com Waterloo, resultado que impulsionou a carreira internacional da banda.

Nos anos seguintes, o ABBA se tornou um dos grupos musicais de maior sucesso de sua geração.

O casamento, o divórcio e uma das músicas mais famosas do grupo

Enquanto conquistava o público com o ABBA, Agnetha precisava conciliar uma rotina intensa de gravações, apresentações e viagens com a vida familiar.

Ela se casou com Björn Ulvaeus em 1971, antes da explosão internacional do grupo. O casal teve dois filhos, Linda e Christian, e se separou em 1979, quando a banda ainda estava em plena atividade.

A separação ganhou especial atenção porque Björn era um dos principais compositores do ABBA. Em 1980, o grupo lançou The Winner Takes It All, interpretada por Agnetha e frequentemente associada ao fim do casamento dos dois.

Embora a música não tenha sido apresentada oficialmente como um relato literal do divórcio, sua letra sobre o término de um relacionamento despertou essa interpretação entre os fãs.

Anos depois, Agnetha reconheceu que havia algo comovente no fato de Björn ter escrito a canção naquele período. Ela também afirmou que não se incomodou em interpretá-la.

Em entrevista à rádio sueca, a cantora recordou as dificuldades de conciliar casamento, maternidade, divórcio e sucesso mundial durante os anos em que integrou o ABBA.

A experiência ajuda a compreender por que, depois de tantos compromissos profissionais, Agnetha passou a valorizar uma rotina distante da exposição constante.

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Por que Agnetha se afastou da vida pública?

Em 1982, o ABBA interrompeu suas atividades. Apesar de o grupo não anunciar inicialmente uma separação definitiva, seus integrantes seguiram caminhos profissionais diferentes.

Agnetha continuou gravando discos solo ao longo dos anos 1980, incluindo Wrap Your Arms Around Me, de 1983, e I Stand Alone, de 1987. Depois disso, passou um longo período sem lançar novas gravações.

Sua ausência frequente de entrevistas, apresentações e eventos alimentou a imagem de uma mulher misteriosa, supostamente isolada do mundo.

Entretanto, a própria cantora sempre contestou essa interpretação.

Em uma entrevista repercutida pelo jornal britânico The Guardian em 2013, Agnetha explicou que não se considerava uma pessoa misteriosa. Disse que tinha uma vida comum, com filhos, netos, animais de estimação e uma propriedade no interior da Suécia.

A artista também enfrentava dificuldades relacionadas às viagens de avião. Durante uma turnê do ABBA pelos Estados Unidos, em 1979, a aeronave em que estava precisou realizar um pouso de emergência após enfrentar condições meteorológicas perigosas. A experiência contribuiu para seu medo de voar, dificultando viagens internacionais.

Ao longo dos anos, Agnetha deixou claro que não pretendia retomar a rotina intensa de apresentações que havia marcado sua juventude.

Isso, porém, nunca significou um abandono definitivo da música.

O retorno aos estúdios e a vida aos 76 anos

Depois de um longo intervalo, Agnetha lançou My Colouring Book em 2004, álbum com releituras de canções que fizeram parte de suas referências musicais.

Em 2013, apresentou A, seu primeiro disco com material inédito desde os anos 1980. O trabalho marcou uma nova fase de sua carreira solo, embora ela continuasse evitando grandes turnês.

Outro acontecimento importante veio em 2021, quando o ABBA lançou Voyage, seu primeiro álbum de estúdio em quase 40 anos.

Os quatro integrantes voltaram a gravar juntos, e o projeto deu origem a um espetáculo em Londres que utiliza versões digitais dos artistas, reproduzindo sua aparência na época de maior sucesso da banda.

Agnetha participou das gravações e demonstrou satisfação com a oportunidade de trabalhar novamente com os antigos companheiros.

Em 2023, aos 73 anos, ela voltou a lançar música solo com Where Do We Go From Here?, sua primeira canção inédita em uma década. A faixa integrou A+, álbum que apresentou novas versões das músicas de seu trabalho de 2013.

A ideia surgiu quando a cantora ouviu uma das gravações antigas no rádio e começou a pensar em como aquelas músicas soariam se fossem produzidas novamente.

Mesmo com esses retornos pontuais, Agnetha não abandonou sua preferência pela privacidade.

Aos 76 anos, continua mantendo uma vida discreta na Suécia, longe da rotina de turnês internacionais que a tornou conhecida em tantos países.

Em entrevistas, a cantora também já revelou um detalhe de sua convivência familiar: gosta de cantar com os netos e se encanta ao perceber que eles também têm talento musical.

É nesse ambiente familiar, distante da agitação que acompanhou os anos de maior sucesso do ABBA, que Agnetha prefere passar boa parte do tempo.

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Gabriel Pietro

Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.

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