
Tem série na Netflix que passa batida no catálogo… até você clicar “só pra ver” e perceber que entrou numa história que não te solta mais.
Erased (versão live-action do anime) mistura investigação e viagem no tempo de um jeito bem direto: cada episódio joga uma nova peça no tabuleiro e te obriga a prestar atenção em detalhes que parecem pequenos.

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O protagonista é Satoru Fujinuma, um jovem que tenta se firmar como mangaká enquanto convive com uma habilidade raríssima: em momentos específicos, ele “volta” alguns minutos no tempo — como se recebesse uma segunda chance — para evitar que alguma tragédia aconteça.
Só que esse “atalho” não vem com manual: ele precisa agir rápido, sem saber exatamente o que vai dar certo e o que vai piorar a situação.
A virada pesada acontece quando a mãe de Satoru é assassinada e ele acaba sendo tratado como o suspeito perfeito. Sem ter como provar nada, ele é empurrado para o lugar mais improvável: o próprio passado.
Em vez de retornar poucos minutos, ele acorda 18 anos antes, ainda criança, e entende que o caso do presente se conecta a crimes antigos que assombraram sua cidade.
É aí que o suspense muda de escala. No corpo de um menino, mas com a memória de adulto, Satoru tenta reconstituir a sequência de eventos que culminou nas mortes — e percebe que três colegas de infância estão no centro dessa história.

Para impedir que o padrão se repita, ele precisa se aproximar deles, ler comportamentos, identificar o perigo antes que ele se mostre e tomar decisões que carregam consequências bem reais.
No meio disso, a série trabalha tensão de um jeito emocional: não é só “descobrir quem é”, é correr contra acontecimentos que já parecem marcados no calendário.
E, quanto mais Satoru mexe nas peças, mais ele entende que o assassino não está longe — ele está perto o suficiente para parecer “normal” aos olhos de todo mundo.
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