Com informações do Vaticano News
Durante a celebração de ontem (10/04) no Vaticano, o pregador da Casa Pontifícia, frei Raniero Cantalamessa, afirmou, nesta Sexta-feira da Paixão do Senhor, durante a Liturgia da Paixão e da Adoração da Cruz, na Basílica de São Pedro, que o vírus não repeita delimitações:

“O vírus não conhece fronteiras. Em um segundo, abateu todas as barreiras e as distinções: de raça, religião, censo e poder. Não devemos voltar atrás quando este momento tiver passado. Como tem nos exortado o Santo Padre, não devemos desperdiçar esta ocasião. Não deixemos que tanta dor, tantas mortes, tanto esforço heroico por parte dos profissionais de saúde tenha sido em vão. É esta a “recessão” que mais devemos temer”.

Para ele, cuja pregação foi ouvida com total atenção pelo papa Francisco, vírus nos recorda que somos mortais, no que indaga: “Qual é a luz que tudo isso lança sobre a situação dramática que a humanidade está vivendo?”

Acerca disso, emenda o frei: “Também aqui, mais do que para as causas, devemos olhar para os efeitos. Não apenas os negativos, dos quais ouvimos todo dia as tristes manchetes, mas também os positivos, que somente uma observação mais atenta nos ajuda a colher. A pandemia de coronavírus nos despertou bruscamente do perigo maior que sempre correram os indivíduos e a humanidade, o do delírio de onipotência.

Ademais, ele afirma que não se trata de um castigo divino e diz que Deus é nosso aliado diante desta pandemia:
“Deus é nosso aliado, não do vírus! Se esses flagelos fossem castigos de Deus, não seria explicado por que eles caem igualmente nos bons e nos maus, e por que geralmente são os pobres que têm as maiores consequências. Eles seriam mais pecadores que outros?”

Ao final, conclama:
“Demos um basta à trágica corrida às armas. Gritem com todas as suas forças, jovens, porque é acima de tudo o seu destino que está em jogo. Destinemos os intermináveis recursos empregados para as armas a finalidades como saúde, saneamento, alimentação e cuidado da criação. Deixemos à geração que virá, se necessário, um mundo mais pobre de coisas e dinheiro, porém mais rico de humanidade”.

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