Por Nara Rúbia Ribeiro
“Aquilo que o homem semear, isso também ceifará.”JC
Não raro encontramos seres desgostosos da vida que, ao desprezarem a gratidão por todas as experiências vivenciadas, passam a encenar o seu papel de vítima, negligenciando o poder que possuem com relação às suas escolhas cotidianas.
Passam, então, a semear lamúrias, queixas, vêem ingratidão em tudo e em todos. Dizem-se sempre desprezados, perseguidos, humilhados, aviltados pelo mundo e pelas dores da vida. Não raro, muitos passam a vasculhar o passado na busca de confirmações de que o Universo conspira contra eles, de que a vida é sempre mais difícil, que suas lutas são mais sangrentas, que seus pais não os amaram o bastante, que seus amores nunca os corresponderam à altura.
Assim, criamos um ciclo no qual ficamos presos a essas ideias mentais de escassez de vida, de afeto, escassez de prosperidade, de amizade e amor. Ao buscarmos algozes para as nossas vidas, não raro nos tornamos, nós mesmos, os algozes de quem julgamos e condenamos. E isso se voltará contra nós.
É preciso compreender que cada um dá do que tem e muitas vezes o todo do outro é ainda insuficiente e pequenino para quem recebe.
Dessa forma, vitimizar-se na tentativa de sublimar as dores não superadas, de justificar aquilo que julgamos nossos fracassos ou de terceirizarmos a responsabilidade por nossas vidas nos leva a uma roda-viva na qual certamente seremos de fato magoados e feridos, fracassaremos e, fixados no outro, seremos cada vez menos os condutores do nosso destino. Pois a ingratidão que semeamos, é certo que colheremos. E pode ser farta a colheita.
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