Publicado originalmente por Sou Mamãe

A doação do cordão umbilical pode salvar a vida do bebê que acaba de nascer em qualquer momento. Além disso, também pode salvar a vida de vários familiares e milhares pessoas no mundo.

Até pouco tempo atrás quando um bebê nascia, a placenta e o cordão umbilical eram jogados fora. Mas agora se sabe que esses tecidos, sobretudo o cordão, estão cheios de células-tronco.

As células-tronco são muito especiais porque apresentam características diferentes do resto das células que compõem nosso organismo. Entre elas: têm a capacidade de dar origem a diversos tipos celulares.

Elas também são a fonte regeneradora de tecidos e órgãos do organismo. Em síntese, são células não especializadas (ou indiferenciadas) e autorrenováveis, ou seja, podem se multiplicar.

Doar sangue do cordão umbilical é um procedimento indolor

Após o nascimento do bebê e antes do ventre expulsar a placenta é o momento ideal para extrair a maior quantidade de células-tronco na vida de qualquer ser humano.

Não é a única oportunidade, pois nosso corpo tem esse tipo de célula dentro do organismo, mas é a melhor ocasião para fazer isso.

Do cordão umbilical, obtêm-se células-tronco e sem que tenham infecções, sem que atue outro agente sobre o corpo. Elas são células tão puras quanto o bebê que acaba de nascer.

Doar sangue do cordão umbilical é um processo indolor, realizado imediatamente depois do nascimento do bebê.

Exatamente quando nasce, corta-se o cordão umbilical. Em seguida, o médico obstetra canaliza a veia umbilical e extraí o sangue do local. Uma única vez na vida existe essa possibilidade de extrair uma quantidade tão grande de células-tronco.

Essas células-tronco do sangue do cordão podem ser benéficas se transplantadas a outros pacientes com problemas na medula óssea. O transplante a terceiros permite produzir novas células sanguíneas saudáveis, imprescindíveis para a vida.

Por que doar o sangue do cordão umbilical?

As células-tronco do cordão umbilical podem ajudar a curar doenças degenerativas. Há muitos anos, são utilizadas em doenças hematológicas como a leucemia.

De fato, nos Estados Unidos e em vários países da Europa, que são pioneiros na investigação, recentemente tem sido realizada a tentativa de regenerar tecidos intestinais, dentre outros órgãos.

São muitas as pessoas que podem se beneficiar com a doação do cordão umbilical. Justamente por isso, em todos os países desenvolvidos funcionam há anos os chamados Registros de Doadores Voluntários de Medula Óssea.

Estes registros dispõem dos dados de todas as pessoas desses países que desejam ser doadoras de medula óssea.

Além disso, são esses bancos de dados que realizam as buscas de um doador compatível para os pacientes que necessitam.

Na Espanha, segundo explica um artigo da Associação Espanhola de Pediatria (Aesped), o registro é o REDMO ( Registro Espanhol de Doadores de Medula Óssea) criado pela Fundação Carreiras em 1991 e que dispõe de um Acordo com a Organização Nacional de Transplantes (ONT) e com o Ministério de Saúde e Política Social desde 1994.

O sangue do cordão umbilical será usado para o transplante a qualquer paciente anônimo do mundo que dele necessite, sem qualquer tipo de preferência senão a compatibilidade mais adequada.

Como é o processo?

Os dados referentes ao sangue do cordão serão incluídos de forma codificada na base de dados do banco e remetidos ao REDMO. Esses dados serão tratados de forma confidencial.

O mais incrível dos milagres é que eles acontecem.

-Chesterton, Gilbert Keith-

E o melhor é que graças a este tipo de bancos de células-tronco, qualquer paciente do mundo hoje em dia tem à sua disposição as mais de 200.000 unidades de sangue de cordão armazenadas pelo mundo. Por isso, a importância de doar o cordão umbilical.

Uma vez localizada a unidade de sangue de cordão compatível, envia-se ao local onde é necessária para que seja transplantada. Isso quer dizer que nem o paciente nem o doador precisam viajar.

O importante dessas iniciativas é colaborar para poder ajudar a salvar vidas.

Fotografia de capa de Wayne Evans/ pexels

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