As perdas humanas provocadas pelo Idai, nome dado ao ciclone que já é considerado o mais devastador a atingir a região nos últimos tempos, seguem sendo atualizadas e, segundo balanço realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), até agora 259 pessoas morreram em Moçambique e 56 no Malawi. O Ministério da Defesa do Zimbábue calcula 259 mortes no país.

Somam-se a estas cifras, que ainda podem aumentar, a tristeza dos que, em razão da destruição, perderam tudo exceto a vida e vivem agora (ou tentam) em abrigos improvisados em igrejas, escolas, hotéis, à espera de ajuda, em filas intermináveis para conseguirem algo para comer (e, ainda assim, não muito), para telefonarem para parentes, submetendo-se às mais variadas aflições enquanto, por um lado, aguardam novas informações sobre sobreviventes e, por outro, enterram os entes queridos que já se sabe estarem mortos.

Segundo nos informa o site de notícias G1, as dificuldades enfrentadas para oferecer ajuda aos sobreviventes tem sido enormes. “A distribuição de alimentos a milhares de sobreviventes começou de forma caótica, provocando cenas de raiva e frustração, enquanto as equipes de resgate tentam socorrer os sobreviventes presos em telhados ou campos alagados.”, informa o jornal. Dificuldades semelhantes estão sendo enfrentadas em relação à garantia da saúde dos sobreviventes e em relação à reconstrução das cidades devastadas.

O secretário-geral da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Elhadj As Sy, afirmou que o número de mortes pode passar de mil, como o presidente de Moçambique havia previsto inicialmente. Cerca de 200 pessoas, incluindo 30 estudantes, seguem desaparecidas no Zimbábue.

Foto: Siphiwe Sibeko/ Reuters

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