Se você encontrar esses bichinhos na sua cama ou no sofá, isto é o que precisa saber

Encontrar um carrapato dentro de casa já é desagradável. Descobri-lo sobre a cama, no sofá ou nas roupas de alguém da família costuma gerar uma preocupação adicional: será que existe apenas aquele exemplar ou há outros espalhados pelo ambiente?

A presença desses pequenos aracnídeos dentro de uma residência pode acontecer de diferentes maneiras. Eles podem ser transportados nas roupas depois de uma passagem por áreas com vegetação ou chegar junto com animais de estimação. Em alguns casos, especialmente quando há cães na casa, determinadas espécies conseguem permanecer e se reproduzir no próprio ambiente doméstico.

Por isso, encontrar um carrapato não é motivo para pânico, mas também não convém simplesmente retirá-lo e esquecer o assunto.

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Carrapatos podem chegar à cama e ao sofá por meio dos animais

No Brasil, o chamado carrapato-vermelho-do-cão (Rhipicephalus sanguineus) merece atenção justamente por sua capacidade de viver em áreas frequentadas por cães.

Uma publicação do Ministério da Saúde explica que essa espécie está fortemente associada ao ambiente doméstico do animal e pode completar seu ciclo em locais como canis, garagens, casinhas e até camas quando o cachorro dorme com o tutor. Em infestações maiores, exemplares podem aparecer em paredes e outras estruturas da residência.

Animais também podem transportar para dentro de casa carrapatos adquiridos durante passeios. O CDC recomenda verificar regularmente cães e gatos, principalmente depois que eles tiveram contato com áreas externas onde esses parasitas possam estar presentes.

Se vários carrapatos começarem a aparecer no sofá, na cama, nas paredes ou em diferentes cômodos, vale investigar o animal e o ambiente em vez de tratar cada exemplar como um episódio isolado.

Por que é importante ter cuidado

O problema dos carrapatos não se limita à picada. Algumas espécies podem transmitir microrganismos responsáveis por doenças.

No Brasil, uma das principais preocupações é a febre maculosa, infecção provocada por bactérias do gênero Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados. A doença pode variar de quadros relativamente leves a formas graves e potencialmente fatais.

Isso não significa que todo carrapato esteja infectado nem que encontrar um deles dentro de casa indique automaticamente risco de febre maculosa. A possibilidade depende da espécie, da região, do histórico de exposição e de outros fatores.

Ainda assim, o Ministério da Saúde recomenda retirar rapidamente qualquer carrapato encontrado preso ao corpo. Quanto menor o período de contato, menor tende a ser o risco relacionado à transmissão de agentes infecciosos.

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Encontrou um carrapato na cama ou no sofá? Examine o ambiente

Depois de retirar o exemplar, procure outros nas proximidades. Observe principalmente frestas, cantos, rodapés, áreas onde animais descansam, cobertores, caminhas e estofados.

Roupas e tecidos que possam ter entrado em contato com carrapatos devem ser higienizados. O CDC informa que temperaturas elevadas ajudam a eliminá-los e recomenda água quente quando as peças precisam ser lavadas antes da secagem. Roupas secas também podem ser colocadas em secadora em alta temperatura.

Aspirar cuidadosamente pisos, cantos, frestas e áreas próximas ao local onde o carrapato apareceu também ajuda a retirar exemplares que estejam soltos.

Quando há animais de estimação, a inspeção precisa incluí-los. É importante procurar carrapatos em diferentes partes do corpo e conversar com um médico-veterinário sobre o método preventivo ou tratamento adequado. O controle somente do ambiente pode ser insuficiente se o animal continuar infestado.

Se a quantidade encontrada for grande ou novos carrapatos continuarem surgindo, pode ser necessário recorrer a controle profissional, pois algumas infestações ambientais são difíceis de eliminar em uma única intervenção.

Se o carrapato estiver preso à pele, não tente arrancá-lo de qualquer maneira

A retirada correta reduz a possibilidade de partes do carrapato permanecerem presas à pele.

A orientação é usar uma pinça de ponta fina, segurando o carrapato o mais próximo possível da superfície da pele. Em seguida, deve-se puxá-lo para cima com movimento firme, contínuo e sem torcer ou dar puxões bruscos.

Métodos caseiros como passar vaselina, esmalte, querosene ou aproximar fontes de calor não são recomendados. Além de não oferecerem vantagem, essas estratégias podem dificultar uma remoção segura.

Depois da retirada, a região deve ser limpa com água e sabão ou álcool. As mãos também precisam ser higienizadas. O carrapato não deve ser esmagado com os dedos.

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Observe a região da picada e possíveis sintomas

Depois de uma picada, vale acompanhar a pele e o estado geral da pessoa nos dias seguintes.

No caso da febre maculosa, o Ministério da Saúde destaca sintomas como febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, náuseas, vômitos e alterações na pele. Manchas avermelhadas podem aparecer principalmente nos pulsos e tornozelos e avançar para outras regiões do corpo.

Se surgirem febre ou outros sintomas após uma picada ou depois de uma exposição conhecida a carrapatos, é importante procurar atendimento médico e informar que houve contato com o animal. O diagnóstico precoce é particularmente importante na febre maculosa, já que o tratamento deve ser iniciado rapidamente quando existe suspeita clínica.

Também vale lembrar que o carrapato encontrado dentro de casa pode ter chegado ali horas antes, preso à roupa, ao corpo de uma pessoa ou ao pelo de um animal. Por isso, depois de localizar um exemplar na cama ou no sofá, verificar roupas, crianças e animais da residência pode evitar que outro permaneça despercebido.

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Gabriel Pietro
Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.