
A febre dos álbuns da Copa do Mundo também acendeu um alerta para pais, colecionadores e torcedores: figurinhas falsas estão circulando no mercado e podem enganar quem compra com pressa ou atraído por preços muito baixos.
No Rio de Janeiro, a Polícia Civil apreendeu cerca de 200 mil figurinhas falsificadas do álbum da Copa do Mundo. O material estava no bagageiro de um ônibus na Baixada Fluminense e, segundo a investigação, seria comercializado na Região Metropolitana. (g1.globo.com)
O detalhe que deve acender o alerta
Segundo o delegado Victor Tuttman, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Propriedade Imaterial, um dos primeiros sinais de atenção é o preço.
A editora responsável pelas figurinhas trabalha com valor tabelado. Por isso, quando o produto aparece sendo vendido por preço muito abaixo do comum, o comprador deve desconfiar.
Esse tipo de oferta pode parecer vantajosa, mas costuma ser justamente a porta de entrada para produtos falsificados.
Embalagem e papel denunciam a falsificação
Além do preço, a embalagem também pode revelar diferenças.
De acordo com o delegado, no material apreendido havia contraste claro entre o pacote original e o falsificado. As figurinhas falsas tinham embalagem com papel mais grosso e poroso, diferente da versão oficial.
A textura, o acabamento e até a forma como o pacote aparenta ter sido impresso podem ajudar o consumidor a perceber que há algo errado.
A qualidade da imagem também muda
Outro ponto citado pela polícia é a qualidade da impressão.
As figurinhas falsas apreendidas eram mais opacas e tinham resolução inferior em comparação com as originais. Isso significa que cores, nitidez, brilho e acabamento podem aparecer diferentes.
Para quem coleciona, esses detalhes fazem diferença. Uma figurinha falsificada pode até parecer semelhante à primeira vista, mas costuma perder qualidade quando comparada de perto com uma original.
O destino do material apreendido
Segundo a polícia, as figurinhas recolhidas serão submetidas à perícia. Depois disso, deverão ser inutilizadas.
A justificativa é que o material viola direitos de imagem, propriedade intelectual e também direitos do consumidor, já que imita um produto oficial e pode ser vendido como se fosse verdadeiro. (g1.globo.com)
A investigação continua para identificar a rota de circulação das falsificações, o local de produção e a forma como os itens seriam distribuídos.
Como se proteger na hora da compra
Para evitar prejuízo, o ideal é comprar figurinhas em bancas, lojas e canais confiáveis.
Também vale desconfiar de pacotes vendidos muito abaixo do preço oficial, principalmente em grandes quantidades ou por vendedores sem procedência clara.
Outra dica é comparar a embalagem com um pacote comprado em local confiável. Diferenças no papel, no brilho, na impressão e na textura podem indicar falsificação.
Uma febre que também atrai golpes
Álbuns da Copa costumam movimentar famílias, escolas, grupos de amigos e colecionadores. A busca por figurinhas específicas, principalmente as mais desejadas, cria um mercado intenso de compra, venda e troca.
É justamente esse entusiasmo que pode ser explorado por falsificadores.
Por isso, mais do que completar o álbum rapidamente, é importante observar a procedência do material. Afinal, em época de Copa, a alegria da coleção não deve virar dor de cabeça para o consumidor.

