Governo detecta arsênico cancerígeno em chocolates infantis de 28 marcas e acende alerta entre pais

Quando o assunto é doce “de criança”, muita gente pensa só em açúcar e corante. Só que, no fim de janeiro de 2026, o estado da Flórida resolveu olhar para outro tipo de contaminante: metais pesados.

A iniciativa (chamada Healthy Florida First) colocou no laboratório balas, gummies e chocolates bem populares — e o resultado virou um alerta que pegou muita família de surpresa.

Pelos dados divulgados pelo Departamento de Saúde da Flórida, foram 46 produtos analisados, de 10 empresas. Arsênico foi detectado em 28 itens testados (o que inclui chocolates e outras guloseimas).

Observação importante: em algumas comunicações e repercussões aparece o recorte de “26” (por exemplo, dependendo do grupo de marcas/produtos destacado). O dado oficial do release do estado fala em 46 testados e 28 com detecção.

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O que foi encontrado (e o que isso quer dizer)

Arsênico é um elemento tóxico; exposição crônica em níveis elevados está associada a risco de problemas de saúde, incluindo câncer, e o tema preocupa ainda mais quando envolve crianças (por terem menor peso corporal e padrões de consumo repetidos de certos alimentos).

O próprio debate público em torno do relatório reforça um ponto: o risco maior costuma estar na exposição frequente, somando fontes do dia a dia (não em um consumo esporádico).

Quais doces/chocolates entraram na lista

A cobertura da imprensa local e de revistas de consumo cita itens bem conhecidos entre crianças e adolescentes.

Entre os exemplos mencionados nas reportagens estão Jolly Ranchers, Nerds Gummy Clusters, Laffy Taffy, além de chocolates como Snickers e Kit Kat (entre outros).

Algumas matérias também destacam valores máximos observados em amostras específicas (em ppb, partes por bilhão) e comparações usadas para estimar “limites” de consumo ao longo do ano.

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Limites, “aceitável” e a briga de versões

O estado divulgou os resultados como uma forma de transparência para as famílias.
Já representantes da indústria criticaram o relatório, dizendo que a forma de apresentar risco pode gerar alarme e que padrões e interpretações deveriam seguir referências federais (o tema apareceu com força na cobertura de rádio/jornalismo local).

Outro detalhe que apareceu nas análises jornalísticas: o teste mede arsênio total e pode não separar claramente formas inorgânicas (mais tóxicas) e orgânicas (geralmente menos tóxicas), o que influencia a leitura do risco.

O que dá para fazer na prática, sem paranoia

Trocar a lógica do “todo dia” pelo “de vez em quando”: se a criança tem um doce fixo (o mesmo, sempre), vale variar e reduzir repetição.

Olhar a lista oficial de produtos testados: o programa publicou uma página reunindo os itens e os dados divulgados.

Priorizar opções com resultado melhor no próprio recorte testado: algumas reportagens citam produtos em que não foi detectado arsênico nas amostras analisadas (ex.: Reese’s, além de outras marcas listadas na cobertura).

Se houver consumo muito frequente (principalmente em crianças menores), dá para conversar com o pediatra sobre hábitos e exposição cumulativa — especialmente se a rotina já tem muitos ultraprocessados.

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Fonte: FDoH

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Gabriel tem 24 anos, mora em Belo Horizonte e trabalha com redação desde 2017. De lá pra cá, já escreveu em blogs de astronomia, mídia positiva, direito, viagens, animais e até moda, com mais de 10 mil textos assinados até aqui.