
Tem filme que começa com um pedido simples e termina virando uma confusão deliciosa — e Saneamento Básico, O Filme é exatamente isso. Em Linha Cristal, uma comunidade do interior precisa resolver um problema bem pé-no-chão: dar um jeito no esgoto.
Só que, quando a turma tenta fazer o certo do jeito certo, descobre que o “caminho oficial” costuma vir com filas, formulários e aquela resposta educada que, no fundo, é um “agora não”.
Quem puxa a conversa e se recusa a engolir o empurra-empurra é Marina (Fernanda Torres).

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Ao lado de Joaquim (Wagner Moura) e Silene (Camila Pitanga), ela entra numa sequência de reuniões e tentativas frustradas até esbarrar num detalhe que muda tudo: existe uma verba disponível… mas não para saneamento.
O dinheiro está carimbado para um projeto cultural — a produção de um vídeo de ficção. Sim, a vila pode até continuar com o problema, mas pode filmar.
É aí que o roteiro do Jorge Furtado vira a chave e entrega sua melhor sacada: se a regra só libera grana para “cinema”, então cinema eles vão fazer — mesmo sem saber direito como.

A missão passa a ser criar um curta, cumprir as exigências, correr contra o tempo e, com sorte, transformar essa verba torta em solução prática. Só que colocar gente comum para lidar com “produção”, “roteiro”, “elenco” e “efeitos” rende um caos organizado que cresce a cada cena.
O humor funciona porque ninguém ali está tentando pagar de artista. A preocupação é outra: conseguir que o projeto saia do papel sem perder a verba no meio do caminho.
E quando surgem ideias mirabolantes (incluindo o conceito de um filme de monstro, do jeitinho que dá), a comédia nasce do contraste entre a seriedade do problema e as soluções improvisadas que a papelada “autoriza”.

No meio dessa correria, as relações vão se reorganizando: parcerias inesperadas, pequenos ciúmes, afinidades que aparecem enquanto todo mundo tenta “fazer dar certo”.
O romance entra como consequência dessa convivência intensa — sem roubar a cena, mas deixando a história mais gostosa de acompanhar, com aquele tipo de química que Hollywood vive tentando fabricar em laboratório.
Além do trio principal, o elenco ainda traz nomes como Bruno Garcia, Lázaro Ramos, Tonico Pereira e Paulo José, todos usados com precisão para dar ritmo às reuniões, decisões apressadas e discussões que parecem pequenas… até você perceber o tamanho do efeito na vida real.
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