Quando alguém tem menos de 50 anos, é comum o cérebro tentar “explicar” um sintoma estranho com qualquer coisa: estresse, queda de pressão, enxaqueca, cansaço, “dormi torto”.
O problema é que AVC não pede licença — e, nessa faixa etária, o risco maior costuma ser demorar para suspeitar. Foi exatamente esse alerta que o médico brasileiro Dr. Juan Lambert (perfil @drjuanlambert) reforçou nas redes ao lembrar os sinais que qualquer pessoa consegue checar em segundos.
A primeira regra é simples: AVC tem cara de “mudança súbita”. Se começou do nada — e você olha para a pessoa e pensa “isso não é normal” — trate como urgência. O Ministério da Saúde lista sinais clássicos que aparecem de forma repentina, como fraqueza ou formigamento em um lado do corpo, alteração da fala, tontura/desequilíbrio, perda de visão e dor de cabeça muito forte e súbita.

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Um jeito rápido de checar, que o próprio Dr. Juan Lambert costuma citar, é o método FAST (ou variações). Na prática, você faz três testes e toma uma decisão:
- Rosto: peça para sorrir e veja se um lado “cai”;
- Braço: peça para levantar os dois braços e veja se um deles perde força ou desce;
- Fala: peça para repetir uma frase simples e note se sai enrolada, confusa ou se a pessoa não consegue se expressar direito.
Se der ruim em qualquer um, o “T” é de tempo: é hora de chamar ajuda.
Também vale ficar esperto com a versão BE-FAST, que amplia o radar para sinais que muita gente ignora: equilíbrio (tontura forte, dificuldade para andar) e visão (visão turva, dupla ou perda súbita).
Isso é útil porque nem todo AVC começa “redondinho” com boca torta — às vezes o primeiro sinal é a pessoa ficar desorientada, cambaleando ou dizendo que “apagou” a visão de um olho.
“Mas isso acontece em jovem?” Acontece — e os sintomas são os mesmos em qualquer idade. O que muda é a interpretação: gente mais nova tende a minimizar e tentar “aguentar”, o que atrasa socorro.
Outra dica importante: mesmo que passe rápido, não comemore e vá dormir. Um quadro que melhora sozinho pode ser um ataque isquêmico transitório (AIT), que é um aviso de risco e precisa de avaliação médica. (Ou seja: melhor parecer exagero no pronto atendimento do que perder uma janela de tratamento.)
E o que costuma aumentar risco antes dos 50? Muita coisa é igual ao “padrão” de qualquer idade: pressão alta, colesterol alto, obesidade, diabetes, tabagismo e doença cardíaca. Só que, em adultos mais jovens, entram fatores que aparecem com mais frequência no consultório e acabam passando batido, como enxaqueca (principalmente com aura), uso de anticoncepcional, gestação/pós-parto, forame oval patente (PFO) e uso de drogas recreativas.
Se você suspeitar de AVC em alguém (incluindo você), a orientação do Ministério da Saúde é direta: ligue para o SAMU (192) ou leve imediatamente para atendimento de emergência. O foco é ganhar tempo, porque cada minuto conta para reduzir sequelas.
Veja o vídeo aqui.
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