Não gosto muito de saber
As verdades do mundo.
Prefiro inventar
Minhas próprias verdades.
Vezes raras
Vejo jornais.
Ontem vi uma mãe
Chorar o filho morto a tiros
Por animais que professam
Pertencer à espécie humana.
Ao descer do prédio,
Deparei-me com uma mãe beija-flor.
Ela construiu seu ninho
Em cima da minha garagem.
Quando me viu, colocou-se entre mim e o ninho,
Batia as asas, ameaçava atacar-me,
E retornava à proteção de seus ovos.
Cheguei a pensar comigo:
– Será que essa mãe viu o jornal da tarde?
Olhei bem para aquele ser minúsculo,
Dócil, frágil,
Que tentava afugentar-me a todo custo,
E disse:
Fica em paz,
Minha forma ainda é humana,
Mas meu coração é passarinho.
Nara Rúbia Ribeiro
Do livro Pazes
Créditos da capa: Pixabay
Uma senhora muito idosa, sentada em uma cadeira de praia, mantém a bengala ao lado…
Quando funcionários de um estabelecimento em Salta, no norte da Argentina, encontraram Lunita na rua,…
Selena Quintanilla já era uma das maiores estrelas da música tejana quando começou a preparar…
Um caso médico registrado no Irã chamou a atenção por uma associação pouco comum entre…
Uma peça metálica encontrada durante a limpeza da casa da avó foi suficiente para provocar…
Para quem acompanhou a televisão e o cinema no fim dos anos 1990 e ao…